Fórum Cultural da Juventude “mostra tesouro encoberto na cidade”, diz superintendente da FCCDA

Um painel sobre economia criativa foi um dos destaque nas abertura do evento

Fórum Cultural da Juventude “mostra tesouro encoberto na cidade”, diz superintendente da FCCDA

A abertura do Fórum Cultural da Juventude foi realizada na tarde desta segunda-feira, 12 de setembro, na galeria da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA), em Itabira, com apresentações e um painel sobre economia criativa.

O começo teve a apresentação do espetáculo “Sá Maria com Drummonzinhos”, com um grupo de meninas recitando poemas, como “José”, de Carlos Drummond de Andrade. Alunos da EEMZA encheram o espaço para acompanhar o evento.

O fórum é gratuito e vai ser realizado na sede da Fundação e também descentralizado, nos bairros, praças e escolas, até o dia 17 de setembro. Entidades ligadas à juventude, como Rotaract, Interact, Demolay e Nosso Fulcro, ajudam na organização do evento.

De acordo com o superintendente da FCCDA, Marcos Alcântara, o evento nasceu para mostrar a todos itabiranos que há um tesouro encoberto na cidade. “É a própria cidade. Alguns poderiam dizer que é Carlos Drummond de Andrade. Também! Mas, a cidade de Itabira que é o nosso maior tesouro, porque temos beleza por todo lado da cidade, temos história e somos uma cidade cultura”, explicou.

Ainda segundo Marcos Alcântara, o ponto principal do evento é fazer cultura de forma colaborativa. “Nós não estamos contratando ninguém para fazer as apresentações artísticas. Nós não estamos pagando nenhum palestrante. Os artistas de Itabira e do Brasil doaram suas propostas culturais para o fórum. Abraçaram a cidade de Itabira. Está vindo gente do Rio de Janeiro, de Belo Horizonte, de Ouro Preto”, contou.

Representante da prefeitura no evento, o secretário de governo Marco Aurélio Garcia Matos, valorizou a importância do fórum para a cidade. “Itabira pulsa cultura. Tem muita gente talentosa. O que falta é espaço e oportunidade. Que esses jovens tenham espaço e oportunidade de mostrar o seu talento”, disse.

Economia criativa

Em seguida foi realizado o painel “Economia Criativa, elaboração e captação de projetos”, que teve a participação de Marcelino de Castro, que trabalha com marketing cultural, e Denise Alvarenga, da Acita.

Denise, que é cientista social, formada pela UFMG, explicou que economia criativa pode ser descrita basicamente como transformar criatividade em resultados. Falou também sobre startups e as peculiaridades desse tipo de empreendimento que tem ganhado cada vez mais espaço no mundo atual.

Já Marcelino contou que começou desde cedo a trabalhar na área cultural, se tornando produtor-executivo do grupo “Caras e Máscaras” aos 14 anos. Ele abordou a importância de descobrir o talento pessoal o quanto antes. “Com 11 anos eu estava aqui no hall da fundação ensaiando e o superintende xingando pois estávamos fazendo barulho. Então é de pequeno que a gente descobre o que vai ser quando grande. Vocês tem a oportunidade de entender como a cultura é importante para a gente”, falou.

Confira a programação completa do Fórum Cultural da Juventude: