Gerdau reativa alto-forno em Minas Gerais

O grupo Gerdau vai retomar a operação de seu principal alto-forno na usina da Gerdau Açominas, em Ouro Branco (MG), a partir de 1º de julho. Com capacidade para produzir 3 milhões de toneladas por ano de aço bruto na forma de tarugos e placas, o equipamento estava paralisado desde meados de dezembro devido à […]

O grupo Gerdau vai retomar a operação de seu principal alto-forno na usina da Gerdau Açominas, em Ouro Branco (MG), a partir de 1º de julho. Com capacidade para produzir 3 milhões de toneladas por ano de aço bruto na forma de tarugos e placas, o equipamento estava paralisado desde meados de dezembro devido à forte retração na demanda de aço no país e nos mercados mundiais decorrente da crise financeira e econômica internacional.

A Gerdau afirma que a decisão se deve à melhora gradual da demanda no país e no mercado externo. O alto-forno, que entrou em processo de manutenção antecipada em dezembro e tinha previsão inicial de retomada da operação em abril, voltará a operar de forma gradual até o completo reaquecimento do mercado.

O grupo informou que, ao mesmo tempo, irá paralisar temporariamente o alto-forno 2 da siderúrgica, a partir de 20 de julho. Apto a produzir 1,5 milhão de toneladas anuais, esse equipamento entrou foi inaugurado em novembro de 2007. Sem data prevista para sua volta, a operação desse alto-forno " dependerá da evolução do mercado " , informou a Gerdau em nota ao Valor. Com essas medidas, a Gerdau Açominas passa a produzir com uma instalação cuja capacidade é o dobro da que foi mantida até agora e que será paralisada.

O setor, no Brasil, fechou maio com aumento em torno de 9,5% sobre abril ao produzir 1,89 milhão de toneladas, mas ainda com queda 36% em base anual. No ano, de janeiro a maio, a retração é de quase 41%. Na quinta-feira, a CSN retomou a operação de seu alto-forno menor, que estava em reforma desde março. Mundialmente, o setor começa a vivenciar sinais de recuperação, ainda que leves, conforme dados publicados na sexta-feira pela World Steel Association (worldsteel), entidade que representa 180 siderúrgicas globais.
 
Com exceção da China, cuja produção cresceu 7% em maio sobre abril deste ano, para 46,5 milhões de toneladas, e da Índia, observou-se tímido desempenho nas demais regiões do mundo, principalmente nos dois grandes mercados do Ocidente – Estados Unidos e Europa. Em base anual – maio sobre maio -, a produção mundial de aço caiu 21%, apesar de ter crescido em relação a abril. Analistas afirmam que ganhos mensais devem continuar, uma vez que os estoques estão perto do esgotamento. O volume de maio somou 95,6 milhões de toneladas, queda ante as 121 milhões há um ano. Em abril, atingiu 89 milhões de toneladas, segundo a worldsteel.

De janeiro a maio, a produção mundial de aço ficou 22,4% abaixo da do mesmo período do ano passado, em 449,2 milhões de toneladas, informou a worldsteel. A produção da China, atingiu quase 217 milhões de toneladas nos cinco meses, com alta de 0,6%. O país é o maior consumidor e produtor de aço do mundo, responsável por quase de todo volume.

Nos 27 países que compõem a União Europeia verificou-se uma leve recuperação da produção em no mês passado ante abril, fato também observado na América do Norte. Os índices de uso de capacidade instalada da usinas de aço ficaram, respectivamente, em 50,7% e 55,6%. Já estiveram piores entre dezembro e março, abaixo da metade. A América do Sul, puxada pelo Brasil, mostrou leve melhoria.