Greve dos Servidores da Prefeitura de Monlevade começa nesta quinta, dia 9

Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Luiz Carlos, afirmou que apoiará o movimento até o fim

Greve dos Servidores da Prefeitura de Monlevade começa nesta quinta, dia 9
O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público de João Monlevade (Sintramon), por motivos internos, alterou a data em que os servidores da Prefeitura Municipal de João Monlevade entrariam em greve. Prevista para iniciar nesta quarta-feira, dia 8, o Sintramon optou por paralisar os trabalhos a partir desta quinta-feira, dia 9.
 
A alteração da data foi comunicada aos servidores públicos durante a Assembleia ocorrida no final da tarde dessa terça-feira, dia 7, na praça do Povo.Na oportunidade, representantes do sindicato distribuíram um comunicado à população contendo os motivos que levaram a classe a decidir pela greve.
 
O movimento formado na praça do Povo foi pequeno em comparação ao número total de servidores da Prefeitura. Dentre aqueles que marcaram presença, poucos se sentiram à vontade para falar sobre a decisão.
 
“A greve foi nossa última opção, mas é necessária porque a prefeitura não fez uma proposta de acordo com o piso salarial da nossa categoria, prevista pela Lei Federal de abril de 2011”, afirmou o professor de matemática Hailisson Rodrigo Ferreira, de 33 anos. Ele disse que além da população, os alunos das escolas municipais receberam o comunicado, que possui em anexo um bilhete direcionado para os pais.
 
Segundo o professor, o que falta para a classe é ter um salário melhor. “Monlevade atualmente tem uma avaliação positiva da rede de ensino municipal. Chegamos a conquistar medalha de ouro nas olimpíadas de matemática”, ressaltou Ferreira.
 
Para Laurentino Silva, vigia da Prefeitura há 10 anos, e atual membro da comissão de greve, a prefeitura não quis negociar com os servidores. “O justo seria um aumento salarial de 17%. Mas eles não pagam por causa do inchaço”, alegou Silva.
 
Greve ilegal e pressão
De acordo com o presidente do Sintramon, Carlos Alberto Silva, está havendo uma pressão para que os servidores não participem da greve. “Estão pressionando dentro da prefeitura dizendo que a greve é ilegal. Mas não foi a julgamento. Na área da saúde estão fazendo terrorismo. Não aceitem”, alertou Silva aos servidores.
 
Para tranquilizar os presentes, o presidente fez algumas orientações. “Se algum gerente pressionar, temos a lei do Assédio Moral e a lei Maria da Penha. O sindicato é sério. Sentamos para conversar de igual para igual, porque temos responsabilidade com os funcionários”, assegurou Silva.
 
Apoio
O movimento tem recebido o apoio do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de João Monlevade. “Podem contar com a estrutura do sindicato. Do primeiro ao último minuto estaremos ao lado de vocês apoiando suas decisões”, solidarizou-se o presidente do sindicato, Luiz Carlos da Silva.
 
Política de funcionamento em período de greve
Segundo Carlos Silva, no período em que os servidores públicos estiverem em greve, os postos de saúde ficarão fechados. As escolas municipais também estarão de portas fechadas. Locais como o Centro de Referência em Saúde Bucal (Cresb) e Pronto Atendimento (PA), já informaram que só atenderão os casos emergenciais. Já o Departamento de Águas e Esgotos (DAE), autarquia da prefeitura que vem recebendo duras críticas em relação aos seus serviços pelos vereadores e comunidade, terá escala de plantão.Os atendimentos também ocorrerão somente em casos de urgência.
 
Apesar das declarações do presidente do Sintramon, a Prefeitura Municipal, por meio de sua assessoria de comunicação, afirmou que os postos de saúde e demais postos de trabalho não fecharão as portas.