Greve dos trabalhadores da Cisne não tem data para acabar, afirma sindicato
Nenhum ônibus saiu do pátio da empresa na manhã desta quarta
O presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Itabira, Cáscio Cota, afirmou que a greve no transporte coletivo na cidade, desencadeada na madrugada desta quarta-feira, 13 de março, não tem data para terminar. Até às 7h30 da manhã de hoje, nenhum veículo havia saído do pátio da empresa, na Vila Paciência.
A assembleia que definiu a greve aconteceu por volta de 1 hora da manhã. Depois das 6 horas, outra reunião foi feita para ratificar a decisão tomada pelos funcionários da transportadora.
De acordo com Cáscio, não houve avanços nas negociações, muito pelo contrário. “A empresa tinha nos oferecido 6,6% de aumento salarial e o mesmo percentual para o tíquete alimentação. Depois retirou o aumento do tíquete”, afirmou. Segundo ele, o que a categoria reivindica é o piso salarial.
Pela lei, uma quantidade mínima de ônibus deve rodar, por se tratar de serviço essencial à população. A empresa tem 64 veículos, dos quais 21 precisam circular. A dificuldade estava em encontrar quem se dispusesse a trabalhar. Ainda na manhã de hoje, Cáscio e representantes da empresa fariam uma reunião para definir quais funcionários poderiam atender minimamente aos usuários.
O sindicato reivindica para os motoristas um aumento salarial de R$ 1.244,00 para R$ 1.500,00. Para os auxiliares de bordo, o pedido é de salário equivalente a 70% do valor pago ao motorista: R$ 1.050,00. De acordo com Albino Pinheiro, gerente da empresa, não é possível atender à reivindicação porque a passagem do transporte coletivo está há dois anos sem reajuste.