Grupo da Água pede que Vale arque com custos para captação no Rio Tanque
O Grupo da Água entregou à Vale um ofício solicitando que a empresa financie o projeto de captação no Rio Tanque. A proposta foi entregue pelo vereador Solimar José da Silva (SD) nesta terça-feira, 7 de maio, à gerente de relacionamento da mineradora, Taís Oliveira Rego. A Vale foi procurada pela reportagem, mas até a […]

O Grupo da Água entregou à Vale um ofício solicitando que a empresa financie o projeto de captação no Rio Tanque. A proposta foi entregue pelo vereador Solimar José da Silva (SD) nesta terça-feira, 7 de maio, à gerente de relacionamento da mineradora, Taís Oliveira Rego. A Vale foi procurada pela reportagem, mas até a publicação desta matéria não havia se posicionado.
O projeto é apontado como solução definitiva para o problema da falta de água no município. As obras estão orçadas em R$ 53 milhões e têm sua execução prevista por meio de Parceria Público-Privada (PPP), modelo ainda inédito na cidade.
O documento expõe que Itabira não possui água potável para evitar futuros racionamentos e nem sequer atrair empresas. “É necessário e urgente investir no aumento da captação de água para abastecimento de Itabira e, após estudos, chegou-se à conclusão que o Rio Tanque é a solução mais viável”, diz trecho do ofício.
O Grupo da Água lembrou ainda que as fontes próximas que poderiam abastecer a cidade estão sob outorga da Vale. A proposta é que a empresa invista R$ 60 milhões e evite que os consumidores tenham suas contas reajustadas em cerca de 25%.
De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 34,7% da população de Itabira vive com um rendimento nominal per capita de até ½ salário mínimo. “É exatamente esta população que será a mais afetada com um aumento desta monta nas contas de água”, argumentou o Grupo da Água.
A necessidade de diversificar a economia do município, uma vez que a Vale afirma que a exaustão das minas de Itabira será em 2028. “Atualmente a Vale extrai 42 milhões de toneladas de minério de ferro por ano nas minas de Itabira, fato que obriga a empresa a utilizar todas as fontes de água mais próximas do núcleo urbano da cidade”, diz outro trecho do ofício.
Produção
Em 2016, as minas da cidade fecharam o período com 33,4 milhões de toneladas de minério de ferro. Em 2017, subiu para 37,8 milhões. Em 2018, bateu 41,7 milhões de toneladas, o melhor resultado da Vale em todo estado de Minas Gerais.
Ainda segundo o relatório internacional, as minas de Itabira fecharam o ano de 2018 com uma tonelagem métrica estimada em 861,4 milhões. O recuo de reserva na cidade foi de aproximadamente 6,4% em relação aos 920,2 milhões de toneladas apurados em dezembro de 2017.