Guarda Municipal de BH abre processo contra agente preso em operação contra pedofilia

O agente pode sofrer advertência, repreensão, suspensão de até 90 dias consecutivos, destituição do cargo ou demissão ao fim do processo

Guarda Municipal de BH abre processo contra agente preso em operação contra pedofilia
Foto: GM/PBH

A Corregedoria da Guarda Civil de Belo Horizonte abriu processo administrativo contra um agente preso em flagrante na última quinta-feira (15) na operação Flor de Maio, que foi deflagrada em combate a exploração sexual infantojuvenil na internet em BH e na região metropolitana. Na ação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, sendo dois na capital mineira, um em Contagem e outro em Ribeirão das Neves, e um dos alvos foi um guarda municipal de BH.

O comunicado do processo contra o guarda municipal foi publicado nesta terça-feira (20) no Diário Oficial do Município. O processo administrativo vai durar 60 dias e será conduzido por um subinspetor, um agente e uma agente, todos ocupantes de cargo efetivo e em exercício na Corregedoria da Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte.

Segundo o processo administrativo, o guarda foi preso em flagrante durante o mandado de busca e apreensão porque foram encontradas imagens de cunho sexual envolvendo criança e adolescente no notebook dele. O agente será investigado por supostamente infringir nove pontos do Estatuto da Guarda Municipal.

O agente pode sofrer advertência, repreensão, suspensão de até 90 dias consecutivos, destituição do cargo ou demissão ao fim do processo. A lei municipal que rege as questões do processo administrativo permite, ainda, que o integrante da Guarda Municipal que sofrer punição disciplinar pode ser submetido a programa reeducativo.