HNSD inaugura mamógrafo digital e amplia capacidade de diagnóstico do câncer de mama em Itabira
Equipamento, adquirido por emenda parlamentar, reforça rede de prevenção e marca homenagem à médica Lia Vieira pelos 40 anos de atuação na cidade

O Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD) inaugurou, nesta quinta-feira (13), um novo equipamento de mamografia digital, ampliando a capacidade de diagnóstico por imagem e fortalecendo a rede de prevenção ao câncer de mama em Itabira e região. A entrega reuniu profissionais de saúde, representantes públicos e membros da Irmandade, em um evento que também prestou homenagem à ginecologista e obstetra Lia Vieira, que completa quatro décadas de atuação no município.
O diretor do hospital, Alexandre Coelho, destacou que o mamógrafo foi adquirido com recursos de uma emenda parlamentar e passa a integrar o setor de imagens como o aparelho mais moderno da região. “Fomos contemplados com um equipamento ultramoderno, com qualidade de imagem muito resolutiva. Ele nasce dentro do espírito do hospital: entregar um serviço acolhedor, humanizado e seguro”, afirmou.
Segundo ele, o momento também marcou o reconhecimento à trajetória de Dra. Lia: “Uma profissional guerreira, que tocou profundamente a vida de milhares de mulheres. Essa homenagem é justa pelo carinho e dedicação que ela ofereceu à nossa instituição”.
Com tecnologia totalmente digital, o mamógrafo deve elevar o número de atendimentos diários. Segundo a responsável pelo setor de imagens, Dalila Barros, a projeção é de até 50 exames por dia, atendendo pacientes do SUS e de convênios. O novo sistema permite compressão automatizada e visualização imediata das imagens, o que reduz tempo de espera e melhora a precisão diagnóstica.
O provedor do hospital, José Gerson Querubino, reforçou o impacto do equipamento na assistência local. “O novo aparelho melhora a assertividade dos exames e fortalece o acolhimento, que é parte do nosso compromisso. A chegada da mamografia se soma à quimioterapia e à radioterapia, que será inaugurada em breve, criando um fluxo completo de cuidado”, disse.
A secretária municipal de Saúde, Fabiana Machado, lembrou que o investimento ultrapassa R$ 1 milhão e coloca Itabira em posição estratégica no atendimento especializado. “É mais um passo para consolidar o município como polo de saúde. O equipamento contribui para o rastreamento e integra a linha de cuidado da mulher”, afirmou.
Durante o discurso de homenagem, Dra. Lia Vieira revisitou sua história ao lado do hospital desde sua chegada à cidade. “É muito especial ver meu nome associado a esse serviço, porque reconheço a importância da mamografia no diagnóstico precoce. A responsabilidade é grande e completar 40 anos de trabalho em Itabira me enche de alegria”, disse.
A homenageada relembrou o acompanhamento de gerações de mulheres e a evolução da assistência. “Queremos oferecer vigilância e cuidado. A mamografia é essencial, porque tratamos da doença que mais mata mulheres no Brasil”, destacou.

Representando o deputado estadual Tito Torres, responsável pela emenda que viabilizou o equipamento, o ex-deputado e ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, Mauri Torres, falou sobre a escolha de Itabira como ponto estratégico para o investimento. “Regionalizar é facilitar a vida dos pacientes e integrar a assistência. Equipamentos desse porte fortalecem as cidades polo e impactam toda a região”, afirmou.
O médico e vice-prefeito de Itabira, Marco Antonio Gomes, ressaltou que o avanço tecnológico do mamógrafo dialoga diretamente com os desafios do câncer de mama no país. “Se a prevenção ocorre pela mamografia, é ela que nos permite detectar um nódulo no início, direcionar a biópsia e iniciar o tratamento adequado. O diagnóstico precoce salva vidas”, explicou.
Ele também contextualizou a relevância epidemiológica: “Depois das doenças cardiovasculares, o câncer é a segunda causa de morte. Entre mulheres, o câncer de mama lidera”.
Além da nova mamografia, o HNSD possui serviços de tomografia e raios X integrados ao setor. Com a expansão, o hospital se prepara para consolidar um polo regional de diagnóstico, reduzindo deslocamentos de pacientes para outras cidades.




