Homem acusado de matar menor por dívida de drogas é julgado hoje em Monlevade
O rapaz foi condenado a 14 anos e nove meses de prisão por homicídio, corrupção de menores e fraude processual

Leonardo Augusto Andrade, de 25 anos, foi condenado a 14 anos e nove meses de prisão, em regime fechado, pelo homicídio de Mauro Ferreira, de 16 anos, em 3 de novembro de 2018. O corpo do jovem foi encontrado em uma trilha, próximo ao bairro Vale do Sol, com marcas de tiro. A motivação do crime seria dívidas originadas do tráfico de drogas, bem como ameaça de morte da vítima ao autor do homicídio. A sentença também equivale a fraude processual e corrupção de menores, pois ele também é acusado de ameaçar as testemunhas do caso, solicitando a um menor que assumisse a culpa pelo assassinato.
O julgamento começou por volta de 9h30. O juiz Rodrigo Braga Ramos fez o sorteio do júri popular, composto por seis mulheres e um homem. Em dado momento, todos que estavam na sala de audiência foram retirados do local pela primeira vez, para que fossem ouvidas duas testemunhas sigilosas. Cerca de quarenta minutos depois, os depoimentos das duas testemunhas encerraram-se. Sabe-se que são dois homens que prestaram depoimentos.
Acusado nega crime

O réu foi interrogado pelo juiz. Ele negou a autoria do crime. Segundo o jovem, no dia do fato, um amigo o chamou em casa por volta das 16h. para fumar na trilha que liga os bairros Rosário e Vale do Sol. No local, além do réu e da vítima estavam mais três pessoas. Leonardo contou então que uma discussão foi iniciada e ele ouviu um disparo. Ele então saiu correndo, não sabendo quem teria feito o disparo.
No dia seguinte, o réu explicou que foi a uma loja buscar seu aparelho celular, e na dita loja um rapaz teria pedido a ele que não falasse nada, pois teria acontecido uma “cena”, termo usado para homicídio. O acusado ainda negou saber o motivo do crime. Ele disse inclusive que Mauro e quem ele acusa pelo homicídio eram amigos.
Escrivã inventou dados, segundo o réu

Ainda durante o julgamento, ao ser questionado pelo juiz se era traficante de drogas ou se no dia estava usando algum entorpecente, o réu negou os fatos. Contudo, Rodrigo Ramos fez questão de ressaltar que as informações estavam em depoimento prestado pelo acusado à Polícia Civil. Ele então negou novamente as informações e disse que a escrivã inventou esta parte.
Rodrigo Ramos questionou o réu sobre o motivo então de ter assinado o depoimento. Leonardo justificou que não sabe ler nem escrever, e que no dia pediu para a escrivã ler o documento, tendo o pedido negado. Logo após, novamente as pessoas presentes tiveram que se retirar do Salão do Júri, para que promotoria e defesa debatessem, argumentando também as falas das testemunhas sigilosas.
Réu está preso há oito meses
Leonardo está preso há quase nove meses. A namorada do rapaz bem como familiares acompanharam todo o julgamento e a leitura da sentença. O juiz Rodrigo Braga Ramos encerrou o julgamento às 15h40.