Homem armado é morto pelo Serviço Secreto após tiroteio próximo à Casa Branca

Profissionais da imprensa que estavam no gramado norte da Casa Branca também precisaram buscar abrigo às pressas

Homem armado é morto pelo Serviço Secreto após tiroteio próximo à Casa Branca
Foto: Jim Lo Scalzo/EFE/EPA

Um homem armado foi morto por agentes do Serviço Secreto dos Estados Unidos após abrir fogo nas proximidades da Casa Branca, na noite de sábado (23). O episódio provocou forte esquema de segurança na região central de Washington e mobilizou forças policiais e militares.

De acordo com as autoridades americanas, o suspeito teria sacado uma arma de dentro de uma bolsa e iniciado os disparos pouco depois das 18h (horário local). Agentes do Serviço Secreto reagiram imediatamente e atingiram o homem, que foi socorrido e levado para um hospital da capital americana, mas não resistiu aos ferimentos.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, estava na Casa Branca no momento da ocorrência, porém não foi atingido nem precisou ser retirado do local, segundo comunicado oficial do Serviço Secreto.

Um pedestre também ficou ferido durante a troca de tiros. As autoridades não divulgaram detalhes sobre o estado de saúde da vítima. Nenhum agente de segurança ficou ferido na ação.

Trump se posiciona

Horas após o ocorrido, Trump se pronunciou por meio da rede social Truth Social e elogiou a atuação das equipes de segurança, destacando a “intervenção rápida e profissional” dos agentes diante da ameaça.

Veículos da imprensa norte-americana identificaram o suspeito como Nasire Best, de 21 anos, morador do estado de Maryland. Segundo informações divulgadas pela mídia local, ele possuía histórico de transtornos mentais e já havia sido monitorado anteriormente por circular nas imediações da Casa Branca em outras ocasiões.

Após os disparos, a área foi completamente isolada por forças de segurança. Integrantes da Guarda Nacional impediram o acesso de jornalistas e pedestres enquanto a operação era conduzida.

Testemunhas relataram momentos de pânico durante a ocorrência. O turista canadense Reid Adrian afirmou à agência AFP que ouviu cerca de “20 a 25 sons parecidos com fogos de artifício”, antes de perceber que se tratava de tiros. Segundo ele, as pessoas começaram a correr imediatamente.

Profissionais da imprensa que estavam no gramado norte da Casa Branca também precisaram buscar abrigo às pressas. A jornalista Selina Wang, da ABC News, gravava um vídeo no momento dos disparos e registrou o som dos tiros antes de se jogar no chão.