IEF fecha parques na região por falta de pagamento de guardas
O Parque Estadual da Serra do Intendente, em Conceição do Mato Dentro
Unidades de conservação próximas à região estão com as visitas suspensas por tempo indeterminado. A suspensão foi publicada na página do Instituto Estadual de Florestas (IEF). O órgão justifica que o fechamento temporário dos parques ocorre por problemas administrativos e estruturais. O IEF frisou, no comunicado, que tenta contornar a situação o mais rápido possível.
Num raio próximo à região de Itabira, o fechamento alcança o Parque Estadual da Serra do Intendente, no município de Conceição do Mato Dentro, além de unidades localizadas no território de Serro, como o Monumento Natural da Várzea do Lageado e Serra do Raio e a Área de Proteção Ambiental das Águas Vertentes.
Há também o Parque Estadual do Pico do Itambé, em Santo Antônio do Itambé; o Parque Estadual do Rio Preto, em São Gonçalo do Rio Preto; o Parque Estadual do Biribiri, na cidade de Diamantina; a Estação Ecológica da Mata dos Ausentes, no município de Senador Modestino Gonçalves; e o Parque Estadual da Serra Negra, em Itamarandiba.
Ao todo, 11 unidades de conservação estão fechadas para visitação em Minas Gerais. Os demais parques fechados estão localizados em Uberlândia, Montes Claros, Leme do Prado e Turmalina.
Prejuízos
A Associação Mineira de Defesa do Meio Ambiente (Amda) afirma que o fechamento se deu pelo atraso do salário de guarda-parques contratados pela empresa Cristal Serviços Especializados, atrasado há quase três meses. Além disso, desde o final de 2015 o FGTS não é recolhido, e há casos de férias vencidas há dois anos que ainda não foram pagas.
A Amda lamentou a suspensão e destacou que o fechamento dos parques traz sérios impactos econômicos para as comunidades próximas às unidades de conservação, principalmente com a proximidade de feriados, férias escolares e festas de final de ano, quando o movimento de visitantes aumenta consideravelmente. “Prejudica também as atividades de educação ambiental, pois muitas escolas levam alunos para estudos em campo e atividades de pesquisa que neles são desenvolvidas”, ressalta a associação.