Igreja de São Bartolomeu recupera obras sacras e reabre após obras de conservação

A comunidade também festejou o retorno de 11 esculturas sacras do século XVIII que foram restauradas pela Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop)

Igreja de São Bartolomeu recupera obras sacras e reabre após obras de conservação
Foto: MPMG/Flickr

A Igreja Matriz de São Bartolomeu, erguida em 1721 no distrito de São Bartolomeu, em Ouro Preto, foi reaberta ao público após passar por um processo de restauração viabilizado pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). O templo barroco, considerado um dos mais antigos do estado e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), estava fechado desde 2019 devido ao severo comprometimento de sua estrutura, que apresentava goteiras, fiação precária e pilares de madeira apodrecidos.

As intervenções estruturais e artísticas exigiram um aporte de R$ 7,6 milhões, divididos em três etapas financiadas com recursos de medidas compensatórias, combate à lavagem de dinheiro e recuperação de impostos sonegados. O projeto foi executado pelo Instituto Joaquim Artes e Ofícios por meio do programa Minas para Sempre, com gestão financeira da plataforma Semente.

Foto: MPMG/Flickr

Para o promotor de Justiça Marcelo Maffra, coordenador de patrimônio do MPMG, a reabertura do espaço resgata a memória coletiva e a identidade cultural da região, enquanto o pároco Harley Carlos de Carvalho Lima celebrou o momento como um renascimento da fé e da história local.

A comunidade também festejou o retorno de 11 esculturas sacras do século XVIII que foram restauradas pela Fundação de Arte de Ouro Preto (Faop). O grande destaque do acervo devolvido aos altares é a imagem de Nossa Senhora do Carmo, cuja autoria é atribuída ao mestre Aleijadinho.

Além da recuperação física da edificação, que abriga raridades como um sino entalhado em madeira, a restauração revelou pinturas históricas nos altares que surpreenderam os moradores locais.