Indicação de Messias ao STF avança com a dança das cadeiras

As mudanças no colegiado levadas a efeito pelo governo federal ocorreram ao longo da última semana

Indicação de Messias ao STF avança com a dança das cadeiras
O último capítulo da indicação de Messias será nesta quarta-feira(29), no plenário do Senado

Mudanças nas cadeiras da CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) do Senado alteram o cenário da sabatina de Jorge Messias, consolidando maioria ao indicado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Com a recomposição, Messias, ministro da AGU (Advocacia-Geral da União) passa a contar com 15 votos favoráveis, 1 a mais que o mínimo necessário para sua indicação avançar no plenário da Casa Alta.

As mudanças no colegiado levadas a efeito pelo governo federal ocorreram ao longo da última semana.

Na sexta-feira (24) o senador Sergio Moro (PL-PR), avesso à indicação, deixou a comissão e foi substituído por Renan Filho (MDB-AL), ex-ministro dos Transportes do governo Lula.

Um dia antes, na quinta-feira (23) foi a vez da substituição de Cid Gomes (PSB-CE), que não havia manifestado seu voto, dando lugar a Ana Paula Lobato (PSB-MA), que já havia sugerido apoio à indicação em março.

Em 17 de abril, segundo levantamento do Poder360 apontava 13 votos favoráveis e 8 contrários. Com a efetivação das mudanças o placar passou a 15 votos a favor e 7 contras.

Quatro dos 27 integrantes do colegiado ainda não manifestaram o voto: Oriovisto Guimarães (PSDB-PR), Professora Dorinha (União Brasil-TO), Rodrigo Pacheco (PSB-MG) e Vanderlan Cardoso (PSD-GO).

Questionado pelo Poder360, o senador Jayme Campos (União Brasil-MT) não respondeu.

Entre os que ainda não definiram o voto, o senador Rodrigo Pacheco deve votar a favor, por integrar a base governista. Rodrigo esperava ser indicado por Lula ao cargo, que tenta convencê-lo a disputar o governo mineiro.

Oriovisto Guimarães, segundo aliados, deve votar contra.

O Planalto formalizou a indicação de Jorge Messias ao Congresso no dia 1º de abril e sua sabatina está agendada para a próxima quarta-feira (29) e, se aprovado na CCJ, seu nome segue para análise do plenário, etapa final antes de eventual confirmação ao STF.

A indicação de um ministro  precisa ser aprovada pela maioria absoluta do plenário do Senado, com ao menos 41 votos dos 81 senadores, em votação secreta.

Em não sendo aprovado, o presidente da República precisa apresentar outro nome para a vaga.

*Fonte: Poder360