Pavimentação entre Alvinópolis e Catas Altas ainda depende de novas etapas após 40 anos de espera

Projeto para asfaltar 13 quilômetros da MG-326 está em fase final, mas obra estimada em R$75 milhões ainda precisa passar por edital, licitação, contratação e ordem de serviço antes de sair do papel

Pavimentação entre Alvinópolis e Catas Altas ainda depende de novas etapas após 40 anos de espera
Foto: Reprodução/Henrique Chendes/ALMG

A pavimentação da MG-326, no trecho de 13 quilômetros entre Fonseca, distrito de Alvinópolis, e Catas Altas, ainda depende de uma sequência de etapas antes do início das obras. A informação foi apresentada em audiência pública realizada nessa segunda-feira (27), em Catas Altas, pela Comissão Interestadual Parlamentar de Estudos para o Desenvolvimento Sustentável da Bacia do Rio Doce.

Segundo o coordenador regional do DER-MG em Itabira, Marcelo dos Santos Rodrigues, o projeto de asfaltamento está em fase de conclusão e foi orçado em cerca de R$75 milhões. Depois disso, ainda serão necessários edital, termo de referência, licitação, contratação da empresa responsável e emissão da ordem de serviço. Não há, até o momento, cronograma fechado para cada etapa. 

A espera pela melhoria já dura pelo menos quatro décadas, enquanto moradores de Fonseca relatam que o deslocamento até Catas Altas fica comprometido no período chuvoso, quando o trecho sem pavimentação prejudica o acesso a trabalho, estudo e atendimento de saúde.

A situação também é agravada pelo tráfego de veículos pesados. De acordo com o representante do DER-MG, o estudo de tráfego para a rodovia envolve cerca de 600 carretas por dia. A proposta em análise prevê um contorno por fora do distrito para retirar parte desse fluxo da área habitada. 

Durante a audiência, moradores relataram alguns dos impactos na rotina. Há trabalhadores que saem diariamente em ônibus para minerações e empresas da região, além de jovens que precisam se deslocar para estudar em cidades próximas. Também foram citadas dificuldades de acesso a hospitais em situações de urgência.

Além da demora na pavimentação, lideranças locais cobraram manutenção regular da estrada enquanto a obra não começa. O tema deve seguir em discussão na Assembleia, com pedido de cronograma ao governo estadual e acompanhamento das próximas etapas do projeto.