Depois de terem perdido móveis, roupas, alimentos e terem muito trabalho para limpar os estragos da chuva, alguns moradores da rua Manganês, no Caminho Novo, resolveram colocar fogo nos móveis perdidos. Eles fecharam o começo da rua nessa segunda-feira, 10 de novembro. Muitos veículos tiveram que desviar a rota.
Revoltados, eles pediam providências por parte da Prefeitura de Itabira para melhorar a rua. Segundo eles, desde que a via foi asfaltada, há cerca de três anos, a situação fica insustentável quando chove.
Segundo a moradora Maria José, há 14 anos a água entra em sua casa quando chove mais forte. Mas, de três anos para cá, com o asfaltamento da rua, a situação só se agravou e o nível da água tem aumentado, causando inundações. No mesmo lote, a filha de Maria José, Rosilene Rodrigues, perdeu praticamente todos os móveis e até alimentos com a água que inundou todos os cômodos da residência. "É uma situação muito complicada. A gente custa a adquirir as coisas e quando vem a chuva, é isso que acontece", disse Rosilene.
Na casa ao lado, Marlene Dantas perdeu móveis. O filho dela, Gustavo Dantas, que é fotografo, teve prejuízos avaliados em R$30 mil com a perda de seus equipamentos profissionais.
Possíveis soluções
Na noite de ontem, 10, os secretários de Obras, Sebastião Ayres, e de Desenvolvimento Urbano, Jader Magalhães, estiveram na rua Manganês para avaliarem o local e encontrar uma possível solução para o problema. Uma alternativa apontada por eles já existe na rua Morganito. Seria a instalação de um escoadouro de água atravessando a rua de lado a lado, coberto por trilhos, que facilitaria o fluxo da enxurrada. “Isso solucionaria o problema mais rapidamente e nós temos condições de executar isso bem rápido. Só precisamos de alguns trilhos e a mão de obra da secretaria mesmo. Seria uma solução fácil e rápida para o problema”, informou o secretário de Obras.
Segundo ele, já existe um projeto na Prefeitura para instalação de galerias subterrâneas para escoamento de água na região, mas ele não chegou a estudá-lo profundamente. Ele sabe que é um projeto caro e bem mais demorado. Os secretários verificaram que não havia entupimento na rede de escoamento. O problema, apontado por eles é a grande quantidade de material carreado da obra em cima. "Com essa quantidade de material, não há sistema de escoamento que suporte”, disse Sebastião.