Insatisfeitos com negociação salarial, motoristas da Cisne podem parar
Sindicato negocia reajuste salarial de motoristas da Cisne
O Sindicato dos Rodoviários está negociando com a Transporte Cisne, de Itabira, o novo acordo salarial dos motoristas da empresa. Em entrevista ao programa do Vagner Ferreira, o presidente da entidade, Cáscio Cota, disse que já foram feitas três rodadas de negociações e que até o momento as contrapropostas foram insatisfatórias. Segundo o sindicalista, da forma que a empresa está conduzindo a questão, é possível que haja greve no transporte coletivo.
Como a data-base da categoria é em fevereiro, as negociações já começaram. Atualmente, o motorista recebe R$ 1.244 – o sindicato pede um reajuste para R$ 1.500. Segundo Cáscio, a empresa propôs um aumento baseado no Índice Nacional de Preço ao Consumidor (INPC), que está em 6,2%. Depois a proposta chegou a 6,6%.
“Este valor não satisfaz a categoria. Hoje, a função está em ascensão. Falta mão de obra. Com isso o profissional fica mais valorizado. A Cisne está perdendo mão de obra para empresas pequenas que não são do segmento, que oferecem salários melhores e mais benefícios”, afirmou o presidente.
Cáscio explicou também que apesar de a empresa ter sido comprada no final do ano passado pela Pássaro Verde, o CNPJ continua o mesmo, portanto a negociação ainda é com a Transporte Cisne.
Na pauta de negociações, o sindicato também reivindica para o cobrador um salário de 70% do valor pago ao motorista. “Atualmente, a remuneração gira em torno de 50% a 60% do salário do condutor”, disse.