Instalação do projeto da Manabi em Santa Maria vai demorar
Serra do Morro Escuro, em Santa Maria de Itabira: Manabi prevê extrair 6 milhões de toneladas de minério por ano no local
Numa fase diferente do projeto Morro do Pilar, o projeto Morro Escuro, em Santa Maria de Itabira, vai demorar mais a sair do papel. De acordo com o gerente geral de processos e tecnologia da Manabi, Camilo Silva, o Estudo de Impacto Ambiental (EIA) foi protocolado na Superintendência Regional de Regularização Ambiental (Supran), de Governador Valadares, e está sob análise. A previsão de início das obras era para este ano.
“Estamos dando foco também a Morro Escuro, mas, no cronograma, a expectativa é que o projeto Morro do Pilar, pelo avançado estudo de geologia e engenharia, saia realmente antes”, disse o gerente a DeFato. Com produção estimada em 6 milhões de toneladas de minério de ferro por ano – bem inferior aos 25 milhões de toneladas previstos para o projeto de Morro do Pilar –, o mineral santa-mariense deve ser vendido ao mercado interno.
O projeto Morro Escuro, de acordo com o gerente, ainda precisa de um avanço na pesquisa de geologia para avaliar melhor os números e “poder fazer algum ajuste, casa necessário”. A produção visa a usinas siderúrgicas, como ArcelorMittal, Usiminas, Gerdau, e empresas de mineração, como a Vale. A exploração na cidade será composta por uma mina e uma usina de beneficiamento.
O escoamento da produção deverá ser feito, inicialmente, por rodovias já existentes que ligarão a mina às cidades de Ipatinga e Itabira, alcançando clientes nacionais ou utilizando o terminal ferroviário da Estrada de Ferro Vitória Minas (EFVM). A viabilidade do escoamento por rodovias leva em consideração o percurso. Morro Escuro está distante 30 km das minas da Vale, em Itabira, e 120 km do parque siderúrgico em Ipatinga, no Vale do Aço.