Itabira tem menos delegados que a quantidade necessária, diz Juliano Alencar
Quantidade ideal seria pelo menos, 14 ou 15 delegados
No meio desta semana, delegados da 3ª Delegacia Regional da Polícia Civil, sediada em Itabira, fizeram um protesto de 12 horas por melhorias para a categoria. Na ocasião, o delegado regional adjunto Juliano Alencar, informou que o município tem menos delegados que a quantidade necessária.
Hoje, atuam em Itabira sete profissionais, mas a quantidade ideal seria pelo menos, 14 ou 15, segundo dr. Juliano. “Acredito que, ao invés de 10 delegados, hoje Itabira precisaria de pelo menos 14 ou 15, para que, pelo menos, oito ficassem diretamente na atuação e investigação de crimes da cidade. Eu acho que estamos muito abaixo do que precisa”. No período noturno o município atende 11 cidades da região.
Há cerca de seis anos o Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública da UFMG (Crisp), elaborou um estudo para aferir a quantidade ideal de delegados para cada comarca do Estado, conforme a população, a quantidade e os tipos de crimes de cada uma. O estudo previu, na ocasião, que Itabira precisava de 10 profissionais, oito atuando na parte judiciária e dois na administrativa. Juliano diz que após o estudo, que está desatualizado, houve o plantão regionalizado [que envolve a região atendida pela comarca], o que demanda mais delegados.
No último concurso para delegado de polícia, realizado há cerca de um ano, passaram 420 candidatos, entretanto, mais de 100 já deixaram a carreira. O delegado espera que com a nova Lei Orgânica sancionada recentemente com o aumento dos quadros, possa aumentar também o efetivo de Itabira.
Queda nos números
De acordo com Juliano Alencar, o número de ocorrências policiais em Itabira é muito grande e no atendimento, os delegados têm tentado priorizar os crimes violentos, homicídios, roubos. Mesmo com a alta criminalidade, o delegado informou que houve uma queda no número de roubos na cidade do ano passado para cá. “É uma redução pequena, mas é uma redução. No ano passado, foram calculados 36 homicídios, apesar de o Estado fazer uma conta ‘maquiada’ de 26 homicídios”.
Segundo ele, nestes primeiros quatro meses de 2014, houve redução para 10 assassinatos, ou seja, cerca de 20% a menos que no mesmo período do ano passado. Ele diz esperar que essa margem de redução continue .