Itabirano de 14 anos lança canal para falar sobre bullying e racismo

O programa “No sofá com Otávio Augusto” estará disponível no YouTube a partir do dia 20 de janeiro na plataforma

Itabirano de 14 anos lança canal para falar sobre bullying e racismo
Itabirano de 14 anos lança canal no Youtube para falar sobre bullying e racismo
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O itabirano Otávio Augusto Pinheiro Pereira, de 14 anos, decidiu combater o bullying e o racismo de uma forma moderna e diferente. O adolescente, morador do bairro Gabiroba, vai lançar no próximo dia 20 o programa “No Sofá com Otávio Augusto”. Disponibilizado na plataforma Youtube, o canal tem como objetivo abordar temas relacionados ao preconceito trazendo diferentes convidados para a discussão.

Estudante da Escola Estadual Mestre Zeca Amâncio (EEMZA), Otávio Augusto conta que, ao todo, o programa terá oito vídeos, além dos produções especiais. “Todos os vídeos foram produzidos e editados por mim. Tenho muito apoio da minha família. É como se fosse uma grande equipe”, disse o garoto.

O adolescente, morador do bairro Gabiroba, vai lançar no próximo dia 20 o programa “No Sofá com Otávio Augusto”
O adolescente, morador do bairro Gabiroba, vai lançar no próximo dia 20 o programa “No Sofá com Otávio Augusto”

Preconceito

O youtuber, cantor e influenciador digital conta que sempre teve vontade de fazer a diferença. Ele afirma que o projeto tem como proposta conscientizar sobre as diversas formas de preconceito e, ainda, dar coragem para que as vítimas denunciem tal violência.

“Eu procuro conscientizar de uma maneira mais moderna, que chame a atenção de todos, e desperte o interesse. Nada melhor do que colocar um jovem para falar sobre o preconceito para combatê-lo”, ressalta o adolescente.

O garoto ainda relembra que já sofreu racismo e que por isso reuniu forças para ajudar mais vítimas.

“Teve uma vez, em uma escola que estudei, que a professora pediu para que fizéssemos uma pintura retratando as mães. Eu pintei a minha na cor marrom. Assim, a professora falou para mim que aquela cor era feia e pediu para que fizesse outro.  Na época, eu comecei a achar que era feio ser negro”, relembra Otávio.

Apesar disso, Otávio Augusto confirma que conseguiu superar a “ferida” com o acolhimento da família. “Minha família me ensinou a me amar, a amar a minha cor e eu decidi lutar por isso”, disse o adolescente.

Otávio Augusto já possui trabalhos na internet e aproveita o tempo livre para compartilhar pensamentos e sabedorias por meio de vídeos também feitos por ele.

Vakinha

Sem muitos recursos para continuar com as produções audiovisuais, o garoto fez uma Vakinha Online para conseguir ajuda e manter o projeto. Para ajudar Otávio Augusto é só clicar no link.