Itabiranos “exilados” fundam a República Paralela Popular de Itabira

Se o futuro a Deus pertence, nós, como filhos de Deus, temos obrigação de ajudar na sua construção. Mas, para falar do futuro preciso voltar ao século passado, distante há menos de 10 anos. Brigamos, a palavra é esta mesma, para que Itabira ganhasse melhor qualidade de ensino, o que começou a ocorrer apenas na década […]

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Se o futuro a Deus pertence, nós, como filhos de Deus, temos obrigação de ajudar na sua construção. Mas, para falar do futuro preciso voltar ao século passado, distante há menos de 10 anos. Brigamos, a palavra é esta mesma, para que Itabira ganhasse melhor qualidade de ensino, o que começou a ocorrer apenas na década de 1960, quando não tínhamos sequer um curso ginasial noturno. Hoje, a cidade possui várias faculdades, sendo uma federal.
 
Um pouco antes, o presente tinha sido o asfalto até Belo Horizonte. Agredida pela mineração em seu meio ambiente, para que tivesse prosperidade econômica, as consequências começaram a ser minimizadas já quase ao final do século. Cabe aqui, um esclarecimento. Até 1972, quando houve a primeira conferência sobre esse tema em Estocolmo, o mundo inteiro se lixava para a questão ambiental.
 
Dito isto vamos falar de futuro, que sempre haverá de existir como uma esperança. Muitos pensam que ao transferir residência, o cidadão muda sua identidade com a origem. Mal sabem esses o que é o sentimento atávico. Manhã de sábado invernal, alguns intabiranos exilados em BH, tomávamos cerveja. Foi levantada a questão. ¨Gente, alguém disse, fiquei pasmo quando estive em Itabira semana passada. As autoridades, a classe dirigente da cidade só fala em crise. No entanto, meu sentimento foi outro. Por onde andei, senti a economia pulsando fortemente.¨
 
Decidimos então, criar ali mesmo a República Paralela Popular de Itabira – Paredita. O estatuto da Paredita só tem um artigo, que impõe: perturbar os políticos itabiranos para o bem do futuro de Itabira.
 
E essa perturbação consiste não apenas em apresentar ideias, mas lutar para construí-las. Por qualquer prisma que se olhe, Itabira é muito maior do que pensam os próprios itabiranos. Se hoje a questão do ensino está consolidada; se a saúde do município, em linhas gerais, melhora; se a questão ambiental está sob controle, o que fazer com prioridade?
 
Volto a uma iniciativa que a própria DeFato apoiou quando por mim procurada, faz muito tempo. Trata-se da construção de um aeroporto. É muito importante para o futuro, resgatar o passado. Até meados de 1970 Itabira tinha um aero-clube. Esta é a ponte para o futuro. Construir uma aeroporto em Itabira, porque é destino o incremento da aviação regional no mundo inteiro. Voltar a ter o aero-clube e ter pilotos tirando seu ¨brevet¨em Itabira não é sonhar o impossível, e aquele que transformar o sonho em realidade terá seu nome inscrito para sempre na história da cidade.
E observem, na foto em que os exilados itabiranos fundaram a República Paralela Popular de Itabira estão presentes, o autor dessas linhas, que teve a honra de eleger-se vereador na cidade aos 22 anos; um neto de Nico Guerra e um casal de netos de Olímpio Cardoso, ambos, prefeitos desta grande província mineral do Brasil.
 
São os seguintes os itabiranos fundadores da Paredita:Haroldo Jackson Santos, Jorge Jardim Diniz (Bacalhau), Jacob Lopes de Castro Máximo, Cácio Bethônico Cardoso, Agostinho Camilo de Oliveira Lage, Antônio Linhares Guerra Neto, Sérgio Augusto Gonçalves Rosa, Dalmo de Alvarenga Mafra, Maria Consuelo Bethônico Cardoso Máximo, Paulo José de Magalhães e Afonso Célio Pereira Guerra.