Legado da Copa do Mundo para Minas Gerais é tema de encontro entre executivos

A expansão do mercado mineiro desperta interesse do setor de negócios às vésperas da realização da Copa do Mundo. Nessa quarta-feira,12 de fevereiro, em apresentação no Automóvel Clube, em Belo Horizonte, o secretário de Estado de Turismo e Esportes, Tiago Lacerda, falou sobre o legado que o calendário esportivo trará para Minas Gerais a um público […]

Legado da Copa do Mundo para Minas Gerais é tema de encontro entre executivos
A expansão do mercado mineiro desperta interesse do setor de negócios às vésperas da realização da Copa do Mundo. Nessa quarta-feira,12 de fevereiro, em apresentação no Automóvel Clube, em Belo Horizonte, o secretário de Estado de Turismo e Esportes, Tiago Lacerda, falou sobre o legado que o calendário esportivo trará para Minas Gerais a um público de aproximadamente 60 executivos, representantes de pelo menos 50 empresas ligadas à unidade local do World Trade Center Business, um dos mais importantes do mundo.
 
“Na Copa das Confederações sentimos o aquecimento no mercado mineiro. Realizamos algumas rodadas de negócios e vamos intensificar ainda mais a prática para a Copa do Mundo. É uma grande oportunidade para mostrar aos empresários por que vale a pena investir em Minas. Temos que criar uma onda positiva sobre a Copa.  O evento vai acontecer e é importante que as pessoas saibam que vamos ganhar muito com isso. Além disso, Belo Horizonte é subsede das Olimpíadas Rio 2016. Já temos confirmados a delegação da Inglaterra na capital e a da Irlanda, em Uberlândia. São exposições internacionais importantes que vão atrair cada vez mais turistas e investidores ao Estado”, destacou o secretário.
                                                             
O gerente Jefferson Rogers exemplificou com o caso da Ascensus, importante empresa de trading e logística de Joinville (SC), que abriu recentemente um escritório em Belo Horizonte. Para ele, Minas Gerais é um ponto estratégico para a expansão dos negócios da empresa. Segundo ele, o Estado "apresenta um dos maiores PIBs do Brasil, é um ponto central no país. Realizar o atendimento dos nossos clientes aqui em Minas Gerais é muito interessante. Nós trabalhamos com importação e logística, então o Estado tem uma localização estratégica”, destacou.
 
Sobre a Copa do Mundo, Rogers é otimista. “Nós trabalhamos com comércio exterior. Então, a visibilidade que o evento mundial trará para a gente, estando em Minas Gerais, uma sede importante de jogos, é fundamental. O nosso escritório em Belo Horizonte vai nos ajudar a fortalecer o nosso planejamento estratégico. Tem a Copa do Mundo, eleições, enfim, são vários eventos em um ano e precisamos estar preparados para aproveitar isso”, completou. A empresa tem parceria com o Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (INDI), vinculado à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede).
 
Para o vice-presidente da World Trade Center Business, Leonardo Figueiró, a relevância do mercado mineiro foi fundamental na decisão de trazer uma unidade da rede para a capital. “Fomos atraídos pela importância do mercado mineiro. Já temos um escritório em Belo Horizonte com 400 sócios. Fazemos palestras, seminários, fomentamos os negócios internacionais, possibilitamos um espaço para discussão entre os empresários e as autoridades públicas, como no caso de hoje”, explicou. 
 
Terceira maior economia do Brasil
 
Minas Gerais é a terceira economia do país. O produto interno bruto (PIB) do Estado representou 9,3% do conjunto de riquezas geradas pelo Brasil em 2010, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em 2012, foi registrado um crescimento real médio de 2,3% do PIB mineiro, em relação a 2011, percentual superior à expansão do PIB nacional no mesmo período, que foi de 0,9%. A economia mineira equivale à economia de países como Israel, Irlanda, Chile e República tcheca. Entre os 184 países membros do FMI, o Estado ocuparia a 50ª posição.
 
O perfil econômico de Minas Gerais é diversificado, sendo que o setor de serviços respondeu por 57% do Valor Adicionado estadual, o segmento industrial respondeu por 33,6% e a agropecuária, 8,5%. Para o melhor aproveitamento do potencial de crescimento econômico, o Estado divide o território em dez regiões de planejamento. Em todas elas há concentrações urbanas importantes com a infraestrutura necessária, o que favorece a implantação de novos empreendimentos. (Agência Minas)