Legista diz que Marília Mendonça morreu de politraumatismo
Polícia Civil aguarda a finalização dos laudos de todas as vítimas para “concluir eventuais outras condições que possam ter contribuído com os óbitos”

Segundo o médico legista de Caratinga, Pedro Coelho, o politraumatismo pode ter sido a causa das mortes da cantora Marília Mendonça e outras quatro pessoas que morreram no acidente aéreo em Piedade de Caratinga, no dia 5 de novembro.
Ele explicou que foram detectadas várias lesões em órgãos vitais das vítimas, o que indica que as mortes podem ter ocorrido de forma instantânea. Porém, segundo o médico legista, ainda é preciso aguardar o resultado de exames complementares — toxicológico e alcoolemia — para emitir o laudo definitivo.
O documento deve ser divulgado em até 20 dias e vai reunir também as análises neurológicas e cardíacas do piloto, Geraldo Medeiros, e do copiloto, Tarciso Pessoa Viana. De acordo com o legista, esses tipos de exames são comuns em mortes por causa violenta, como foi o caso das cinco vítimas. “É preciso descartar ou confirmar, por exemplo, se o piloto ou copiloto passaram mal durante o voo, se tiveram ou não um mal súbito”, explicou.
De acordo com a Polícia Civil, o politraumatismo é consequência da queda do avião. As vítimas podem ter sofrido várias lesões graves. As amostras do material genético de Marília Mendonça e dos outros mortos chegaram ao Instituto Médico Legal (IML) Dr. André Roquette, em Belo Horizonte, no último domingo (7).
Além da cantora de 26 anos, estavam na aeronave o assessor e tio da artista, Abicieli Silveira Dias Filho, o produtor dela, Henrique Bahia, o piloto Geraldo Medeiros Júnior, e o copiloto Tarciso Pessoa Viana.