Macaco encontrado no bairro Hamilton atesta positivo para febre amarela
Febre amarela é transmitida pelo mosquito Aedes aegypti
Um segundo macaco encontrado morto em Itabira, dessa vez na área urbana do município, atestou positivamente para febre amarela. De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde o animal foi recolhido no dia 10 de fevereiro, no bairro Hamilton. A confirmação veio na tarde desta segunda-feira, 6 de março, horas depois das autoridades municipais em saúde prestarem entrevista coletiva na sede da Gerência Regional de Saúde (GRS).
O primeiro macaco que teve a febre amarela confirmada foi encontrado morto no dia 9 de fevereiro, no distrito de Ipoema, próximo à saída para Bom Jesus do Amparo. A causa do falecimento dos primatas elevou o estado de alerta em Itabira para a “Categoria 3”, aquela em que se enquadram municípios com casos e/ou óbitos humanos ou de animais (epizootias) confirmadas para febre amarela.
Com a circulação do vírus confirmada entre macacos, a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES/MG) recomenda a intensificação das vacinas contra a febre amarela. Essa determinação, no entanto, não significa vacinação em massa, como explica a secretária municipal de Saúde, Rosana Linhares: “Esse movimento faz com que tenhamos uma nova técnica de trabalho, que envolve novamente o cuidado com aquela região onde foi encontrado o macaco positivo. Mas, esse processo de cuidado não é vacinação em massa, não existe isso na febre amarela”. Ainda de acordo com ela, é necessário intensificar a cobertura vacinal respeitando os critérios determinados pelo Ministério da Saúde. “Porque existem reações pós-vacina, algumas, inclusive, muito importantes e nós não podemos submeter indiscriminadamente a população a esse processo de convivência com a vacina, sendo que, nem sempre é necessário tomá-la”, completou Rosana Linhares.
Na “Categoria 3”, segundo Rosana Linhares, a orientação é vacinar a população nos postos fixos, volantes e casa a casa e, também, “administrar uma dose em bebês de seis até oito meses, mas repetindo outra aos nove meses, conforme o calendário de rotina”.

Autoridades de saúde prestaram entrevista coletiva em Itabira Foto: Acom PMI
Além dos dois macacos já confirmados com mortes para febre amarela, outros cinco primatas estão em análise na Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. Desses, três foram achados na Mata do Limoeiro, em Ipoema (por causa disso a Secretaria Municipal de Saúde recomendou o fechamento do local), um no pontilhão próximo à Funcesi e outro em frente à Policlínica.
Para o diretor da GRS, Alexandre de Faria Martins da Costa, não há necessidade de pânico. “É uma doença que preocupa, mas não podemos gerar pânico, pois a vacinação de febre amarela é rotina, não é campanha. Já tivemos um surto de febre amarela silvestre em 1999. Essa vacina segue todos os critérios e vamos ampliar a cobertura. Então, a probabilidade de febre amarela em seres humanos é cada vez minimizada”, afirmou.