20 autoridades, em 9 estados, são investigadas por furar fila da vacina
Prefeitos, secretários e até namorada influencer estão entre suspeitos
As suspeitas de fura-fila se multiplicam entre autoridades do interior e até de capitais, como Manaus. Promotores manauaras chegaram a pedir, sem sucesso, a prisão do prefeito David Almeida nesta quarta-feira (29). Mas ele não é o único desrespeitando a fila da vacinação contra a Covid-19 no estado.
Na capital do Amazonas, pelo menos nove pessoas são investigadas por furar a fila da vacina. Entre elas, quatro secretários municipais, bem como assessores de diversas pastas. Já no estado, cujo sistema de saúde entrou em colapso sem oxigênio, outras cidades vem sofrendo com as tentativas de passar à frente na ordem de vacinação.
Um dos episódios ocorreu na cidade de Amaturá, nesta quinta-feira (29). O Ministério Público solicitou à Justiça a exoneração do secretário de Cultura, Paulo Barbosa, conhecido como Paulo Boi. Motivo: Barbosa foi vacinado, mesmo sem estar no grupo prioritário, e publicou a foto nas redes sociais.
Já em Alto Alegre, no estado de Roraima, a Promotoria pediu a exoneração da secretária-adjunta de Saúde, Danyele Santos Negreiros, também por furar a fila de prioridade. Além disso, a agora ex-secretária é influenciadora digital e namorada do prefeito. E não para por aí, na cidade baiana de Candiba, o prefeito Reginaldo Prado foi alvo de uma ação por improbidade.
Em Minas Gerais, o secretário de Esportes de Santa Luzia, na região metropolitana de Belo Horizonte, Marco Aurélio Silva, acabou demitido. Vale lembrar que outras cidades brasileiras tem prefeitos, um vice e secretários sendo investigados. É o caso de Pombal, na Paraíba; Itabi, no Sergipe; Ijaci, em Minas Gerais; Aldeia Brejão, em mato Grosso do Sul; Pires do Rio, em Goiás; e Serra do Navio, no Amapá.
O aumento no número de casos de autoridade que tentam furar as filas de prioridade da vacinação contra a Covid-19 chegam em má hora. Nesta quinta-feira, o Brasil alcançou mais um de seus recordes tristes na pandemia: 9 milhões de casos da doença que tirou a vida de 221 mil brasileiros.




