Manifestantes pedem justiça após morte do cão Orelha

Além do episódio envolvendo Orelha, ao menos cinco ataques a cães registrados recentemente em diferentes estados

Manifestantes pedem justiça após morte do cão Orelha
Foto: Fraga Alves/Metrópoles

A morte do cão Orelha provocou uma onda de mobilização neste domingo (1º), com manifestações realizadas em diferentes capitais brasileiras. Os atos pedem esclarecimentos sobre o caso e a responsabilização dos envolvidos, além de reforçar a defesa dos direitos dos animais.

Em São Paulo, manifestantes se reuniram na Avenida Paulista, em frente ao Museu de Arte de São Paulo (Masp). Com cartazes e faixas, o grupo iniciou uma caminhada pouco depois da concentração inicial. Alguns participantes levaram seus próprios cães ao protesto, que contou com a presença de ativistas, artistas e representantes políticos. A primeira-dama da capital paulista, Regina Nunes, esteve no local e compartilhou registros da mobilização nas redes sociais. A ativista Luisa Mell, conhecida por ações de resgate e proteção animal, também participou do ato.

No Rio de Janeiro, a manifestação começou às 10h no Aterro do Flamengo, em frente ao Monumento Nacional aos Mortos da Segunda Guerra Mundial, no bairro da Glória. Outro protesto foi programado para o período da tarde, no Posto 2 de Copacabana, com concentração até o fim da Praia do Leme.

Florianópolis 

Já em Florianópolis, cidade onde Orelha foi morto, o protesto ocorreu no trapiche da Avenida Beira-Mar Norte, no Centro. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram manifestantes reunidos, entoando pedidos de “justiça por Orelha”. A mobilização também teve apoio de artistas e ativistas. A atriz Heloisa Perissé usou as redes sociais para convocar o público para o ato no Rio, destacando a gravidade do caso e alertando para práticas violentas que, segundo ela, vêm sendo naturalizadas.

Além do episódio envolvendo Orelha, ao menos cinco ataques a cães registrados recentemente em diferentes estados — como Santa Catarina, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul — ampliaram a comoção. As autoridades investigam se os casos podem ter ligação com grupos de ódio na internet, suspeitos de incentivar adolescentes a cometer violência contra animais.