Manifestantes vão às ruas em Itabira protestar contra reformas de Michel Temer
Manifestantes são contra a reforma trabalhista e da Previdência

Atualizada às 17h40
Com apitos, cartazes, nariz de palhaço, pintura no rosto, carro de som, palavras de ordem e até música de Raul Seixas (“O Dia em Que a Terra Parou”), diversas pessoas participaram em Itabira, na tarde desta sexta-feira, 28 de abril, da manifestação contra as reformas trabalhistas e da Previdência Social porpostas pelo governo de Michel Temer, além da Lei da Terceirização, já sancionada pelo peemedebista. A concentração aconteceu no terminal rodoviário do município, de onde o grupo seguiu até a praça Acrísio Alvarenga, passando pela avenida João Pinheiro.
Para o presidente do Sindicato dos Comerciários de Itabira e região, Dalson Campos, as reformas propostas por Michel Temer são maldosas e acabam com os direitos dos trabalhadores. “Na verdade, não afeta só o trabalhador, mas o patronal também”, disse. Dalson acredita que ainda dá tempo das reformas não serem aprovadas no Senado. “O povo está indignado e não podemos aceitar isso. É um saco de maldade que estão fazendo com os brasileiros”, esbravejou.
Enrolado em uma bandeira colorida e com nariz de palhaço, o representante da Associação LGBT de Itabira, Gercimar Almeida, disse que todas associações e sindicatos de Itabira devem se unir contra as reformas. “Somos um movimento de luta. Itabira não poderia estar fora da greve nacional. Se a reforma for aprovada, vários trabalhadores perderão seus direitos”, salientou. Para Gercimar, todos devem ir para às ruas. “Essa luta é de todos nós. Itabiranos e brasileiros”, reforçou.
O professor Geison da Silva Soares, que trabalha em três escolas privadas de Itabira, acredita que é muito importante a paralisação desta sexta-feira. Primeiramente, ele pressupõe que se trata de “uma aula de civilidade para estudantes”. “Estamos ensinando nossos alunos a lutarem pelos seus direitos e ideais”, disse. Em segundo lugar, a luta em si. “Estamos lutando por algo que acreditamos e temos convicção que será muito danosa para todos trabalhadores brasileiros”, salientou.
Pelas ruas de Itabira
A chuva não foi empecilho para os protestos. Protegidos por guarda-chuvas e sombrinhas, após a concentação ao lado da rodoviária, os manifestantes seguiram pela avenida João Pinheiro. Na porta das lojas, trabalhadores demostraram apoio ao movimento e alguns estabelecimentos chegaram a fechar as portas.

Manifestantes seguem pela avenida João Pinheiro em Itabira Foto: Acom Metabase
Tribuna livre
Já na praça Acrísio Alvarenga, a organização da manifestação instalou uma "tribuna livre". O microfone ficou aberto a todos que quiserem expor a indignação contra as reformas Trabalhista e Previdenciária. Falaram representantes sindicais e de entidades de classe, como o presidente da OAB, Geraldo Meneses, líderes religiosos, vereadores, estudantes e trabalhadores.

Microfone ficou aberto a todos que quiseram se manifestar contra as reformas Foto: Acom Metabase