Mapa mostra áreas que serão inundadas em caso de rompimento de barragem em Itabira

De fevereiro a julho deste ano, a população localizada nas Zonas de Autossalvamento e Zona de Segurança Secundária das barragens no município foi mapeada

Mapa mostra áreas que serão inundadas em caso de rompimento de barragem em Itabira
Mapa mostra as barragens de Itabira, mancha da inundação e pontos de encontro – Foto: Divulgação Vale

A Vale divulgou nesta quarta-feira (14) o mapa de inundação de Itabira em caso de rompimento das barragens de rejeito existentes no município. A Vale possui 15 estruturas em Itabira cadastradas na Agência Nacional de Mineração (ANM). No próximo sábado (17), às 15h, acontece o primeiro simulado de emergência do município. A expectativa é que 27 mil estejam envolvidas no treinamento.

Aproximadamente 19 mil itabiranos são moradoras dos mais de oito mil imóveis de 27 bairros que estão nas Zonas de Autossalvamento (ZAS) e Zona de Segurança Secundária (ZSS). São pessoas que estão em áreas próximas às barragens Itabiruçu, Conceição, Rio de Peixe, Sistema Pontal e Cambucal l e ll.

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As ZAS são as regiões à jusante da barragem, cuja distância pode ser considerada em cerca de 10km ou o tempo de chegada da onda, no caso de rompimento, for de 30 minutos. Já as ZSS são as áreas posteriores à zona de autossalvamento.

Segundo a Vale, todas as barragens de Itabira enquadram-se na Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB). Elas são caracterizadas entre barragens de rejeitos e de sedimentos, construídas de acordo com as normas de projetos de barragem e de engenharia.

Mapeamento da população

O treinamento a ser realizado em Itabira, segundo o tenente coronel da Defesa Civil Estadual, tenente-coronel Flávio Godinho, tem uma diferença de todos os outros que já foram feitos. De fevereiro a julho deste ano, a Vale contratou uma empresa para o registro da população localizada nas ZAS e ZSS das barragens da mineradora no município. Esse trabalho envolveu mais de 200 profissionais, que visitaram cerca de oito mil imóveis da região.

Foram mapeadas informações como número de moradores, idade, necessidades especiais, além do registro de animais domésticos, equipamentos públicos e estabelecimentos comerciais. A equipe também orientou os moradores sobre procedimentos de segurança a serem seguidos em caso de emergência com barragem de mineração.

Tenente-coronel Flávio Godinho Pereira está à frente do simulado de Itabira – Fotos: Thamires Lopes/DeFato Online

Durante a abordagem, foram entregues, ainda, materiais com mapas das rotas de fuga e dos pontos de encontro, além dos telefones de contato da Defesa Civil e da Vale. Mais de 1.800 placas de sinalização de rotas de fuga e pontos de encontro foram instaladas no município.

“Foi um trabalho muito bem construído a várias mãos. Isso facilitou muito o trabalho não só da Defesa Civil, mas como dos Bombeiros, polícias Civil e Militar. Ou seja, nós temos todas as informações da cidade de Itabira para trabalhar nesse simulado”, destacou o porta-voz da Defesa Civil.

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