Menino de 3 anos é baleado durante perseguição policial em BH

Criança foi atingida no braço por um policial no bairro Céu Azul, em Venda Nova, durante ação contra o tráfico; a arma foi apreendida e o caso passou a ser acompanhado pela Corregedoria

Menino de 3 anos é baleado durante perseguição policial em BH
Foto: Reprodução/Polícia Militar MG

Uma criança de 3 anos foi baleada durante uma perseguição policial no bairro Céu Azul, na região de Venda Nova, em Belo Horizonte, no domingo (5). Segundo as informações já publicadas sobre o caso, o disparo partiu de um policial do Batalhão de Choque, que tentava atingir um suspeito em fuga durante uma operação contra o tráfico de drogas na área conhecida como Campo Oriente. 

De acordo com o boletim de ocorrência reproduzido pela imprensa, a ação começou após militares identificarem três suspeitos ligados à venda de drogas durante um evento em um campo da região. Um homem de 26 anos foi abordado com dinheiro trocado, um adolescente de 13 anos acabou liberado para a mãe por não portar material ilícito, e um terceiro suspeito, de 20 anos, fugiu. Durante as buscas, os policiais localizaram uma arma municiada e uma sacola com drogas que, segundo o registro, teriam sido dispensadas pelo suspeito em uma área de mata. 

A ocorrência se agravou quando um militar do Choque, que estava sozinho em um ponto da operação, relatou ter sido hostilizado por moradores e ameaçado por um cão. Na sequência, ele afirmou ter visto o suspeito saindo de um beco e atirou em direção ao homem, que conseguiu fugir novamente. Pouco depois, moradores avisaram que uma criança havia sido atingida. 

O menino foi baleado no braço e levado primeiro para a UPA Venda Nova. Depois, acabou encaminhado ao Hospital Odilon Behrens, onde passou por cirurgia para retirada do projétil. Reportagens publicadas nesta segunda-feira indicam que a criança está estável e não corre risco de morte. 

O atendimento na UPA também virou ponto de discussão. O boletim citado pela imprensa dizia que a unidade não teria estrutura para o caso, mas a Prefeitura de Belo Horizonte negou que tenha havido recusa de atendimento. Em nota, a administração municipal afirmou que a criança foi acolhida, atendida por médico cirurgião e que a equipe se dispôs a providenciar a transferência hospitalar, mas o responsável teria recusado o encaminhamento naquele momento. 

O policial que efetuou o disparo teve a arma apreendida, recebeu atendimento após sofrer um corte na mão e permaneceu preso no Batalhão de Choque enquanto aguardava definição sobre a confirmação ou não do flagrante. A Corregedoria da Polícia Militar acompanhou a ocorrência, e a Polícia Civil investiga as circunstâncias do tiro e a responsabilidade pelo ferimento da criança.