Metabase e Vale discutem reivindicações de trabalhadores das minas de Itabira

Sindicato Metabase e Vale retomaram nesta quinta-feira, 16, as negociações para o Acordo Coletivo Específico dos trabalhadores das minas de Itabira. A pauta foi montada a partir de reivindicações apresentadas pelos funcionários em assembleia no fim de março. Na lista, questões como auxílios, compensação de horas, uniformes, plano de cargos e salários e outros benefícios. […]

Metabase e Vale discutem reivindicações de trabalhadores das minas de Itabira
Metabase e Vale discutem Acordo Específico – Foto: Divulgação
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Sindicato Metabase e Vale retomaram nesta quinta-feira, 16, as negociações para o Acordo Coletivo Específico dos trabalhadores das minas de Itabira. A pauta foi montada a partir de reivindicações apresentadas pelos funcionários em assembleia no fim de março. Na lista, questões como auxílios, compensação de horas, uniformes, plano de cargos e salários e outros benefícios.

As negociações estavam paradas desde o desastre de Brumadinho. Segundo explica o presidente do Metabase, diferente do acordo coletivo geral, o específico trata de demandas que se resumem às minas de Itabira. “É neste acordo que são apresentados os problemas que enfrentamos em nossa base, que vão desde os uniformes até as condições de transportes dos funcionários”, ressaltou.

Os assuntos sugeridos pelos trabalhadores e que foram abordados na reunião foram: auxílio-creche, jornada de trabalho, compensação dos dias úteis/feriados, uniformes, pagamento de academia, inclusão de medicamentos à lista dos credenciados, cartões lanche e escolar, retorno do vale-cultura, plano de cargos e salários, perdão do abono e melhorias no transporte, dentre outros.

Diretores do Metabase afirmam que o acordo é uma oportunidade para tornar a Vale uma empresa “mais feliz”. Vice-presidente do sindicato, Carlos Estevam “Cacá” diz que em mais de 30 anos na mineradora “nunca viu tamanha decepção entre os trabalhadores”. “Passei por vários momentos, mas nunca nenhum como este. O trabalhador está decepcionado em como a Executiva e em como os gerentes os tratam. Antigamente tínhamos torneios, lazer e uma maior interação com a direção da empresa. Hoje, somos tratados como ‘máquinas de produção’, estamos ali somente para produzir, bater recordes e bater metas de lucros”, criticou.

“É necessário trabalhar não apenas o corpo, mas também a cabeça. Quando o funcionário entra em depressão, a empresa também entra. Vamos lutar para que a Vale seja uma empresa alegre novamente. Funcionário grato, feliz, é produção garantida. Resgate ao otimismo, essa é a palavra de ordem”, completou o presidente André Viana.

Uma assembleia será marcada para apresentar os detalhes do Acordo Específico. Nela, os trabalhadores irão avaliar e votar pela aceitação ou rejeição da proposta.