Mina da Anglo perto de operar

A Anglo Ferrous Brazil, subsidiária da multinacional Anglo American, uma das maiores mineradoras do mundo, está trabalhando para obter em dois meses a licença ambiental que permitirá à empresa iniciar as obras de uma mina de minério de ferro em Conceição do Mato Dentro, na Região Central de Minas Gerais. O projeto havia sido barrado […]

A Anglo Ferrous Brazil, subsidiária da multinacional Anglo American, uma das maiores mineradoras do mundo, está trabalhando para obter em dois meses a licença ambiental que permitirá à empresa iniciar as obras de uma mina de minério de ferro em Conceição do Mato Dentro, na Região Central de Minas Gerais. O projeto havia sido barrado por determinação do Tribunal de Justiça do estado, provocado pelo Ministério Público estadual, decisão derrubada no fim de agosto no Superior Tribunal de Justiça (STJ). A abertura da reserva integra o Sistema Minas-Rio – constituído de mina, mineroduto e porto – adquirido ano passado da MMX, do empresário Eike Batista. A construção dos equipamentos que compõem o mineroduto no município mineiro começa em outubro, informou ontem o presidente da Anglo Ferrous Brazil, Stephan Weber.

A interrupção do licenciamento da mina representou atraso de três meses no cronograma de implantação do empreendimento, mas a mineradora está disposta a agir rápido para cumprir a meta prevista para o primeiro embarque de minério em junho em 2012. “Temos intenção em contratos que cobrem toda a produção”, disse o presidente da Anglo Ferrous Brazil. Na primeira etapa, portanto dentro de três anos, a expectativa é de que a mina tenha capacidade para produzir 26 milhões de toneladas por ano. O carregamento inicial terá como destino clientes no Oriente Médio e na Ásia.

Parte crítica do transporte da jazida ao porto, a mineradora terá de continuar vencendo resistências para pôr em operação no começo de 2012 um mineroduto de 525 quilômetros que atravessa 32 municípios entre Conceição do Mato Dentro e São João da Barra, no Rio de Janeiro. São mais de 1 mil proprietários da superfície que terão de ser indenizados. A empresa não enfrentou problemas com o licenciamento do mineroduto e do porto, com obras iniciadas no Rio. O embarque será feito por um terminal próprio no Porto de Açu, administrado em parceria com a LLX, empresa que também pertence a Eike Batista.

Segundo o presidente da Anglo Ferrous Brazil, Stephan Weber, 4,5 mil pessoas estão trabalhando na construção do mineroduto na porção carioca e no porto. A terraplanagem da estação de bombeamento ligada ao mineroduto em local próximo da mina será iniciada mês que vem. Ao todo, os investimentos deverão somar US$ 3,6 bilhões, orçamento que teve de ser elevado em cerca de US$ 600 milhões depois do estouro da crise financeira mundial.

EFEITO ESTUFA

A Vale é a empresa latino-americana mais bem posicionada no índice que avalia o grau de transparência das informações sobre mudanças climáticas, de acordo com o levantamento feito pelo Carbon Disclosure Project (CDP). O CDP, que representa 475 grandes investidores, com ativos totais de US$ 55 trilhões. Envia questionários a mais de 3,7 mil grandes empresas solicitando informações sobre suas emissões de gases do efeito estufa (GEE). “O resultado mostra que a Vale está conseguindo melhorar a transparência na divulgação de seus dados de emissão”, disse o gerente-geral de meio ambiente e desenvolvimento sustentável, Katsuo Homma (na foto, vista da Mina de Fábrica, pertencente à Vale).