Moradores de Santa Maria acreditam que ladrões “crescem o olho” pela falta de policiais

Santa Maria de Itabira: de pacata a insegura

Moradores de Santa Maria acreditam que ladrões “crescem o olho” pela falta de policiais

A morte do fiscal Geraldo Souza Gorino, 56 anos, nessa segunda-feira, 6 de abril, em um assalto ao supermercado Guerra e Bretas, foi o estopim para a população de Santa Maria de Itabira clamar por mais segurança. Geraldo era conhecido como Nonô, e trabalhava no local já há 30 anos.

Um comerciante que trabalha próximo ao local do assalto, que não quis se identificar por medo, contou que a polícia só compareceu ao supermercado uma hora após o assalto. “Não vemos policiais de prontidão. A população cresceu muito, mas um ou dois policiais não adianta. Às vezes precisamos fazer boletim de ocorrência e não chegam policiais. Se aparecem é horas e horas depois”, contou o comerciante.

“Eles aproveitam que aqui tem poucos policiais e crescem o olho. Se você acha que aqui é violento, está três vezes pior do que você imagina”, disse o mototaxista S.F, 36, se referindo as ondas de assaltos. De acordo com ele, a maioria dos crimes cometidos é feita por assaltantes de fora. “A cidade tem saída para todos os lados e acho que esse é um fator para o aumento de crimes”, argumentou.

Na semana passada, o capitão Werner Leonardo Santos, responsável pelo 83ª Cia da Polícia Militar de Itabira, se reuniu com o prefeito de Santa Maria, Olacir Aparecido “Grilo”, vice-prefeito Israel de Oliveira Magalhães e com o comandante da polícia local, sargento Ramael, para analisarem os últimos crimes ocorridos e a situação da criminalidade.

Medidas imediatas foram apresentadas pelo capitão Werner ao prefeito Grilo, como  a estratégia de consórcio de segurança. “Essa união empregará empregados militares de Itabira e Passabém como suplemento do policiamento de forma planejada e esporádica. Ações práticas e ágeis estão sendo estudas para serem aplicadas na segurança pública de Santa Maria de Itabira”, disse Werner.