Morre nos EUA o ator e cineasta Robert Redford, aos 89 anos

Ícone do cinema, Redford ficou conhecido por seu trabalho como ator, mas também por estar atrás das câmeras

Morre nos EUA o ator e cineasta Robert Redford, aos 89 anos
O ator interpretou o jornalista Bob Woodward em “Todos os Homens do Presidente”, clássico de 1976 – Foto: Divulgação/Warner Bros.

Morreu nesta terça-feira (16), o ator e cineasta Robert Redford, aos 89 anos. Conhecido por produções como “Três Dias do Condor”, “Golpe de Mestre” e “Todos os Homens do Presidente”, ele morreu enquanto dormia, segundo o jornal The New York Times, em informação confirmada pela diretora executiva da empresa de publicidade Rogers & Cowan PMK, Cindi Berger. A causa da morte do ator não foi especificada.

Ícone do cinema, Redford ficou conhecido por seu trabalho como ator, mas também por estar atrás das câmeras em “Nada É Para Sempre”, filme que ganhou o Globo de Ouro por Melhor Direção, e “Ordinary People”, que ganhou o Oscar na mesma categoria, em 1980.

Ele completaria 90 anos em 18 de agosto de 2026.

Redford também atuou, entre os anos 1970 e 1990. Em “Butch Cassidy”, de 1979; “Proposta Indecente”, de 1993; “Todos os Homens do Presidente”, de 1976; e “O Encantador de Cavalos”, de 1998.

Nascido em Santa Mônica, na Califórnia, Estados Unidos, o ator passou os últimos anos de sua vida recluso após anunciar sua aposentadoria em 2018.

Relembre papéis marcantes de Robert Redford

Reconhecido como um dos grandes nomes do cinema americano, o ator e diretor consolidou uma carreira de mais de seis décadas, com papéis marcantes na frente das câmeras e conquistas importantes como cineasta. Sua presença carismática e sua versatilidade o levaram a se destacar em produções que se tornaram clássicos do cinema:

  • “Butch Cassidy” (1969): No faroeste dirigido por George Roy Hill, Redford interpretou o bandido Sundance Kid, ao lado de Paul Newman, no papel de Butch Cassidy. O filme se tornou referência no gênero e projetou a dupla como uma das parcerias mais memoráveis de Hollywood. O filme está disponível na Disney Plus.
  • “Golpe de Mestre” (1973): Também em parceria com Newman, viveu Johnny Hooker, um golpista envolvido em um elaborado esquema de trapaça. A produção conquistou sete Oscars e consolidou Redford como um dos principais nomes da época. Disponível na Prime Video, através do canal Looke.
  • ‘Todos os Homens do Presidente” (1976): Interpretou o jornalista Bob Woodward, que, junto de Carl Bernstein (Dustin Hoffman), investigou o escândalo de Watergate. O longa é considerado um dos filmes políticos mais influentes da história. Disponível na HBO Max.

Conquistas como diretor e legado

Além da carreira como ator, Redford alcançou reconhecimento atrás das câmeras. Em 1980, venceu o Oscar de melhor direção com “Gente como a Gente” (disponível no Prime Video). Posteriormente, dirigiu títulos como “Nada É Para Sempre”, indisponível nas plataformas de streaming.

Em 2002, recebeu um Oscar honorário pelo conjunto da obra. Fora dos estúdios, deixou impacto no cinema independente ao fundar o Instituto Sundance, em 1981, que deu origem ao Festival de Sundance, hoje considerado a principal vitrine mundial para produções fora do circuito tradicional de Hollywood.

Famosos lamentam a morte de Robert Redford e prestam homenagens

Após o anúncio de sua morte, o escritor Stephen King lamentou: “Robert Redford morreu. Ele foi parte da nova e animadora Hollywood nos anos 1970 e 1980. Difícil de acreditar que ele já tinha 89 [anos]”.

Marlee Matlin, atriz do filme “CODA – No Ritmo do Coração”, relembrou o papel do ator na criação do festival Sundance. “Nosso filme, CODA, recebeu atenção de todos por causa do Sundance. E o Sundance ocorreu por causa de Robert Redford. Um gênio morreu. Descanse em paz, Robert”.

No Instagram, a comediante e atriz Rosie O’Donnell homenageou Robert: “Nós nunca mais seremos os mesmos. Boa noite, que legado”.

Além disso, alguns brasileiros também lamentaram a morte do ator. Sophie Charlotte escreveu, em seus stories: “Descanse em paz”.

“Morreu Robert Redford. Uma estrela se apaga, mas a luz continua sua viagem”, comentou também, em suas redes sociais, a escritora brasileira Rosana Hermann.

* Com Estadão Conteúdo.