Morreu na manhã desta segunda-feira, 6 de junho, por volta das 8h, em Belo Horizonte, o ex-governador de Minas Gerais, Hélio Garcia. O político estava internado desde o último sábado, 28 de maio, no Hospital da Unimed, para tratamento de uma embolia pulmonar e já tinha a saúde fragilizada. Ele faleceu em decorrência de insuficiência respiratória.
Garcia foi governador de Minas Gerais de 1984 a 1987 e de 1991 a 1995. O político foi escolhido vice-governador na chapa de Tancredo Neves em 1982 e teve papel fundamental na campanha. Já no cargo, acumulou a vice-governadoria com a Prefeitura de Belo Horizonte e, quando Tancredo renunciou ao cargo de governador, passou o comando da cidade a Rui Lage para assumir o estado. Terminou suas gestões com alta popularidade e ficou conhecido como tocador de grandes obras.
Hélio foi também um dos principais articuladores do Acordo de Minas, que garantiu a repetição no estado das negociações que viabilizaram a formação da Aliança Democrática -, coligação do PMDB com a Frente Liberal (dissidência do PDS liderada por Aureliano Chaves) – para o lançamento da candidatura de Tancredo à Presidência em agosto de 1984.
Os últimos anos de sua vida foram reclusos. Hélio Garcia viveu um grande ostracismo provocado por seus problemas de saúde. Por isso, pouco saía de casa. O ex-governador foi diagnosticado com provável mal de Alzheimer. Teve graves problemas circulatórios, osteoporose e insuficiência coronária. Usava marcapasso em decorrência de uma arritmia. Foi interditado em outubro de 2006.
Em nota, o governador Fernando Pimentel (PT) afirmou que recebeu a notícia da morte de Hélio Garcia com profundo pesar. O petista descreveu o ex-governador como “homem público com uma trajetória de inestimáveis serviços prestados ao Estado e ao país” e “uma das mais importantes referências da política mineira”. “Minas perde uma liderança que sempre se pautou pela sensatez, serenidade e espírito democrático. Aos familiares, manifesto minha sincera e afetuosa solidariedade neste momento”, afirmou.