Mulher confessa assassinato de grávida em Ponte Nova

Patrícia Xavier da Silva, 21 anos, que estava desaparecida desde sexta-feira

Mulher confessa assassinato de grávida em Ponte Nova

Gilmara Silva Patrocínio foi detida por suspeita da morte da grávida Patrícia Xavier da Silva, 21 anos, que estava desaparecida desde sexta-feira, 27 de junho. Gilmara confessou o crime em Ponte Nova. 

Ela foi levada para a delegacia e contou detalhes em depoimento, desta quarta-feira, 1º ede julho. Ela estava com um bebê que pode ser o filho da vítima e teve a prisão preventiva decretada. O delegado de homicídios, Silvério Rocha, responsável pelo caso, vai conceder entrevista coletiva nesta tarde para passar mais dados sobre o assassinato.

De acordo com a Polícia Civil, o delegado vai seguir até o Bairro Vale Verde, próximo a Fazenda Estiva, na zona rural da cidade, local onde o corpo de Patrícia foi encontrado. No local, juntamente com a delegada regional Iara Gomes, vão interrogar novamente Gilmária para que ela faça a reconstituição do crime. 

De acordo com a PC, a criança estava com um casal, que está sendo investigado. Os dois disseram ser os pais da criança, mas a versão ainda não convence a polícia. No local onde o corpo foi localizado, os investigadores encontraram mantimentos, o que indica que Patrícia estava sob cárcere privado. A polícia chegou até um terceiro suspeito por meio de um cupom fiscal de compras encontrado no local.

Os investigadores analisaram imagens das câmeras de segurança do supermercado e identificaram o homem. A prisão preventiva dele já foi solicitada pelo delegado. Familiares da criança foram submetidos a um exame de DNA que comprovará se é o filho de Patrícia. A previsão da Polícia Civil é a de que o resultado saia em 30 dias.

O corpo de Patrícia estava no nono mês de gestação, foi encontrado nessa terça-feira em uma antiga lavanderia, no bairro Vale Verde. Bombeiros chegaram ao local após uma denúncia anônima. O delegado responsável pelas investigações disse que a jovem foi encontrada amordaçada, com as mãos e os pés amarrados e um ferimento profundo na barriga. Ainda não está confirmada a participação de outros dois homens que também eram investigados.