Novo Acordo de Mariana prevê R$450 milhões para comunidades atingidas e investimentos em escolas da Bacia do Rio Doce
Recursos serão destinados a projetos comunitários, desenvolvimento territorial e melhorias em unidades de ensino de 49 municípios mineiros
O Governo Federal apresentou, nesta quarta-feira (21), novos detalhes sobre a execução do Novo Acordo de Mariana, com foco em ações de reparação socioeconômica para municípios atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão, em Mariana. As medidas foram apresentadas a prefeitos da região do Rio Doce durante encontro realizado em Brasília, dentro da programação da Marcha dos Prefeitos.
Entre os principais anúncios está o lançamento, previsto para esta sexta-feira (22), em Governador Valadares, de um edital e de um chamamento público voltados ao fortalecimento das comunidades atingidas pela tragédia. Ao todo, serão destinados R$ 450 milhões para projetos elaborados pelas próprias comunidades impactadas.
Segundo o Governo Federal, os recursos têm como objetivo apoiar a recuperação dos modos de vida, fortalecer a organização social e incentivar o desenvolvimento dos territórios atingidos. Desse total, R$ 225 milhões serão destinados a projetos estruturantes de desenvolvimento territorial, enquanto outros R$ 225 milhões financiarão iniciativas comunitárias de alcance local.
Durante a reunião, o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que o acordo busca garantir que os recursos da reparação cheguem diretamente aos municípios e às comunidades atingidas, com investimentos permanentes em áreas como infraestrutura, educação e desenvolvimento social.
Outro eixo apresentado envolve ações de resiliência comunitária e transição climática. Dentro dessa frente, está previsto um investimento de R$ 81 milhões para modernização da infraestrutura escolar em 49 municípios mineiros da Bacia do Rio Doce.
A iniciativa prevê melhorias em quase 4 mil salas de aula e deve beneficiar cerca de 150 mil estudantes. O projeto inclui instalação de aparelhos de ar-condicionado em escolas mais expostas ao calor extremo, além da modernização das redes elétricas das unidades de ensino.
Também estão previstas a implantação de usinas solares fotovoltaicas para compensação de custos de energia das prefeituras, instalação de sistemas de filtragem e tratamento de água em 211 escolas e a construção de 41 cisternas de grande capacidade em unidades com dificuldades de abastecimento.
Segundo o Governo Federal, os projetos já foram aprovados pelo Comitê da Bacia e estão em fase de contratação pelo BNDES.




