Novo sequenciador de DNA pode ajudar na identificação de mais vítimas de Brumadinho

Mais de seis meses após rompimento de barragem, expectativa é que equipamento ajude a identificar, entre 52 amostras de materiais em posse da Polícia Civil, as 22 pessoas que permanecem desaparecidas

Novo sequenciador de DNA pode ajudar na identificação de mais vítimas de Brumadinho
Aeronave que levou perito da Polícia Civil para treinamento em Porto Alegre – Foto PCMG

A Polícia Civil de Minas Gerais espera, nos próximos dias, acabar com a angústia de mais famílias de vítimas da tragédia ocorrida no dia 25 de janeiro em Brumadinho, quando a barragem de rejeitos da mina Córrego do Feijão, da Vale, se rompeu. Até agora 248 corpos foram encontrados e identificados, mas ainda há 22 pessoas desaparecidas. As informações são da Polícia Civil de Minas Gerais

Nesse último sábado (3), um perito do Instituto de Criminalística viajou para Porto Alegre (RS) levando 52 amostras de material acondicionado no Instituto Médico-Legal (IML) e no Instituto de Criminalística. De posse de um novo equipamento entregue à Polícia Civil na semana passada – o Illumina -, o perito Higgor Gonçalves Dornelas fará um treinamento em Porto Alegre sobre o uso desse avançado sequenciador de DNA e, desta maneira, tentar identificar novas vítimas da tragédia ocorrida há quase sete meses. A aquisição do equipamento foi viabilizado agora pela Vale.

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“O treinamento será realizado em Porto Alegre e Belo Horizonte. Esperamos ter resultados positivos de identificação a fim de aliviar a dor das famílias”, disse o perito. O treinamento tem duração de uma semana e a previsão é que, ao retornar, o perito traga o maior número possível de amostras analisadas. O principal objetivo é acelerar o processo de identificação.

O material foi levado, com apoio da Coordenação Aerotática (CAT) da PCMG, garantindo a cadeia de custódia. De acordo com o Superintendente da SPTC, Médico-Legista Thales Bittencourt de Barcelos, o Ilumina é um equipamento mais sensível na análise do material genético, até o presente momento, foram consideradas inviáveis com a tecnologia disponível. “Com isso, a tecnologia vem para aumentar a sensibilidade e definir o destino de, hoje, 52 amostras de material acondicionado no IIML e no Instituto de Criminalística”, explicou Barcelos.

O Superintendente da SPTC explicou que, além das 52, “outras amostras tendem a ser elegíveis para o uso do Illumina. Por isso, é importante que, além de levar para lá e processar essas amostras que aguardam o equipamento Illumina, a Polícia Civil tenha o equipamento”, destacou Barcelos. A previsão é de que o equipamento comece a operar entre sete e dez dias, sendo o prazo para efetivo funcionamento com treinamento completo da equipe entre 30 e 40 dias.