Oposição solicita no STF tornozeleira eletrônica para Lulinha

O documento foi endereçado ao ministro André Mendonça, apontando risco de fuga e pedindo a apreensão do passaporte de Lulinha

Oposição solicita no STF tornozeleira eletrônica para Lulinha
Membros da CPMI do INSS pediram ao STF medidas cautelares contra Lulinha- Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Parlamentares da oposição que compõem a CPMI do INSS fizeram requerimento ao STF (Supremo Tribunal Federal), nesta terça-feira (13), para que a Corte imponha medidas cautelares contra Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente Lula.

O documento foi endereçado ao ministro André Mendonça, apontando risco de fuga e pedindo a apreensão do passaporte de Lulinha.

Assinaram a petição o deputado e relator da CPMI, Alfredo Gaspar (União Brasil-AL), seus pares Marcel van Hattem (Novo-RS), Luiz Lima (Novo-RJ), Adriana Ventura (Novo-SP), e os senadores Eduardo Girão (Novo-Ceará) e Rogério Marinho (PL-RN), líder da oposição no Senado.

Fábio Luíz tem seu nome costumeiramente ligado por parlamentares e investigadores à fraude do INSS, escancarado pelo Polícia Federal no primeiro semestre de 2025.

Em dezembro, a PF identificou um pagamento recorrente de uma mesada de R$ 300 mil a uma empresa ligada à influencer Roberta Luchsinger, estreita amiga de Lulinha.

Na investigação, o indivíduo central do esquema de fraudes, Antonio Carlos Antunes (o Careca do INSS), cita que o valor seria destinado ao “filho do rapaz”, que se supõe ser o presidente Lula.

Na solicitação ao ministro André Mendonça, os parlamentares destacaram esse capítulo das investigações:

“O nome de Fábio Luís lula da Silva tem sido citado em documentos e agendas apreendidas pelos investigadores. Registros e referências em conversas e documentos apontam pagamentos fracionados de R$ 300 mil, totalizando R$ 1,5 milhão da empresa ligado ao “Careca do INSS”, que teriam sido realizados ao filho do presidente Lula”.

Parlamentares já apresentaram diversos requerimentos à CPMI para que Lulinha fosse ouvido pela Comissão, sem sucesso, muito por conta da resistência imposta pela base governista no colegiado.

*Fonte: Veja