Padre Joaquim retorna a Itabira para comemorar 60 anos de ordenação sacerdotal

Padre Joaquim celebra na Igreja da Saúde, como nos velhos tempos

Padre Joaquim retorna a Itabira para comemorar 60 anos de ordenação sacerdotal
Um domingo cheio de alegria na Igreja da Saúde, como nos velhos tempos. O antigo responsável pela Paróquia nas décadas de 1960 a 1980, Padre Joaquim Santana de Castro,   lá estava com a mesma simpatia de outros tempos. “O que mudou nele foram somente os cabelos brancos”, disse uma senhora idosa, que acompanhava a missa das dez horas deste domingo, 4 de dezembro.
 
Presente um grande número de paroquianos, além de amigos, atraídos pela figura interessante do padre, além de seus familiares e do prefeito João Izael Querino Coelho, que lhe entregou uma placa de prata comemorativa do evento.
 
O motivo não era outro senão a celebração dos 60 anos de sua ordenação (Bodas de Diamante Sacerdotal), considerando Itabira como uma de suas cidades em que viveu. O lema por ele adotado como servo de Deus foi estampado num banner, que se expôs na igreja durante a missa: “Fiz-me de tudo para todos”.
 
A missa foi acompanhada pelo Padre Paulo Afonso Pinto Ferreira e pelo atual administrador paroquial da Igreja de Nossa Senhora da Saúde, Padre Uildes Flávio de Assis.
 
PADRE JOAQUIM
 
Padre Joaquim Santana de Castro, 84 anos, é natural de Marliéria, MG. Filho de Antônio de Castro Assis e de Lúcia Assis, estudou em Mariana, MG, onde se ordenou em 2 de dezembro de 1951.
 
Como padre, trabalhou em São Domingos do Prata, Mesquita, Itabira, Santa Luzia, Lagoa Santa e novamente Santa Luzia, onde mora atualmente.
 
Em Itabira, permaneceu de 1966 a 1982, ou seja, durante 16 anos.
 
A sua saída da cidade foi um pouco conturbada: o primeiro período como prefeito, chamado de “mandato-tampão” (para facilitar a coincidência de eleições em outros níveis), exercido de 1971 a 1972, ele não teve nenhuma objeção superior. Disputou a eleição contra Renato Sampaio, venceu, tomou posse e cumpriu o mandato.
 
Mas, quando convidado a candidatar-se novamente, em 1976, despertou a oposição do bispo Dom Mário Teixeira Gurgel, na época, que o forçou, em seguida, a retirar-se da cidade, após perder o pleito para o médico Dr. Jairo Magalhães Alves. Depois da polêmica eleição, foi trabalhar em duas cidades da Grande BH: Santa Luzia e Lagoa Santa.
 
Durante a missa, Padre Joaquim fez referências ao seu trabalho de prefeito, enumerando algumas obras realizadas durante o seu curto governo. Apesar de pequeno em extensão, deu para construir a captação de água do Ribeirão Pureza, obra dele, que até hoje funciona e representa o abastecimento de 55% da cidade. Além de outras obras de menor porte.
 
Outros destaques da missa, que durou quase duas horas por causa das homenagens, foram os discursos que todos ouviram em homenagem ao padre: de Maria do Rosário de Souza Rosa, professora e ex-superintendente da Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade e da Irmã Amélia, que se juntava a Manoel de Castro e Ilídio de Castro, os seus irmãos consanguíneos ali presentes.