Palmeiras coroa temporada histórica com mais uma Libertadores
Sem tanto dinheiro em caixa, Verdão é obrigado a gastar menos, abre espaço para garotos e reencontra a rota com a chegada de Abel

Para o Palmeiras conquistar o segundo título histórico de campeão da Libertadores de 2020 foram necessárias mudanças, apostas e até uma alteração de rota inesperada. Mas, depois de recuperar a convicção em um novo projeto, o Verdão pode transformar sua obsessão em alegria.
O título veio depois de vencer por 1 a 0, o Santos no Maracanã, com gol de Breno Lopes. Depois de grandes investimentos para formar a base da equipe, o Palmeiras de Maurício Galiotte entendeu como necessidade uma mudança.
Ao abrir espaço aos jovens, viu promessas se transformarem em potenciais ídolos, e contratou de maneira mais certeira sem gastar tanto. Dos cinco contratados em 2020, todos tiveram algum tipo de importância na gestão de Anderson Barros.
Matías Viña e Rony são titulares; Breno Lopes veio como aposta de futuro e decidiu a Libertadores, e Benjamín Kuscevic e Alan Empereur fortaleceram um elenco reduzido. Gabriel Menino, Wesley, Danilo, Patrick de Paula e Gabriel Veron também foram protagonistas importantes para o clube.
Decisões questionadas
O Palmeiras ainda abriu mão de seu maior ídolo para aliviar os cofres. E a torcida reclamou. Mas, quando a diretoria optou por emprestar Dudu ao Al Duhail, do Catar, perdeu a referência da equipe e recebeu R$ 43 milhões na conta.
No início da crise, o Verdão também decidiu por não demitir os funcionários. Os críticos reclamaram. Mas, os jogadores e membros da comissão técnica e diretoria compraram a ideia ao aceitarem redução salarial. Ainda assim, a torcida organizada protestou. Mesmo com o título do Campeonato Paulista na conta.
Bandeiras foram rasgadas, diretores foram ofendidos e jogadores cobrados pessoalmente no aeroporto. Porém, a demissão de Vanderlei Luxemburgo provocou uma alteração de rota: a direção partiu rumo ao Equador para buscar Miguel Ángel Ramírez, do Independiente del Valle; e foi até a Grécia, falar com Abel Ferreira, do PAOK.
Abel Ferreira substituiu Luxa e, auxiliado por Andrey Lopes, recuperou atletas que estavam em baixa (como Raphael Veiga e Rony), abriu mais espaço aos jovens (como Danilo) e viu o time crescer na hora certa. Dessa maneira, a comissão técnica portuguesa recuperou a parte técnica, mas principalmente a ligação entre time e torcida.
Agora, o Palmeiras tem a chance de aumentar seus feitos. Além do Mundial de Clubes da Fifa, competição que terá início para o Verdão no dia 7 de fevereiro, a equipe palmeirense já está garantida nas finais da Copa do Brasil e da Recopa Sul-Americana.