Paralimpíadas: Brasil fatura nove medalhas nesta sexta-feira; confira o resumo do 3º dia

Com um excelente desempenho da equipe nacionala, Brasil deu um salto no quadro de medalhas, saindo da décima para a sexta posição

Paralimpíadas: Brasil fatura nove medalhas nesta sexta-feira; confira o resumo do 3º dia
Petrúcio Ferreira comemora vitória nos 100m logo após cruzar a linha de chegada nos Jogos de Tóquio. – Foto: Ale Cabral/CPB

Nesta sexta-feira (27), o Brasil teve o seu melhor dia nas Paralimpíadas de Tóquio-2020. Os atletas tupiniquins conquistaram cinco ouros, uma prata e três bronzes — nove medalhas no total que fizeram com que o país desse um salto na classificação geral, saindo da décima para a sexta posição. Confira o resumo da atuação brasileira.

Atletismo

Petrúcio Ferreira continua sendo o homem mais rápido do esporte paralímpico. Nos Jogos de Tóquio-2020, ganhou a medalha de ouro na prova dos 100 metros da classe T47, para quem teve um braço amputado, e bateu o recorde paralimpíco. Ainda houve uma dobradinha brasileira: Washington Júnior levou o bronze. A prata ficou com o polonês Michal Darus. Na prova, o Brasil ainda teve Lucas de Souza, que chegou na sexta colocação.

Petrúcio é uma das maiores estrelas paralímpicas do Brasil. Campeão e recordista mundial e ouro no Rio-2016, o paraibano de 24 anos foi o porta-bandeira do Brasil na cerimônia de abertura da Tóquio-2020, ao lado da jogadora de bocha Evelyn Oliveira.

Antes deles, dois brasileiros disputaram a final da classe T37 (para quem tem dificuldades motoras decorrentes de problemas neurológicos), mas sem medalha. Ricardo Costa ficou em quinto lugar e Christian Gabriel chegou em sétimo.

Nos 5.000m T11, para atletas cegos, Yeltsin Jacques dominou a prova e levou o ouro. O atleta, Rio 2016, ficou na quinta colocação. Mas, dessa vez, com o apoio dos guias Laurindo Nunes Neto e Carlos Antonio dos Santos, sagrou-se campeão no Japão com recorde das Américas (15m13s62).

A atual recordista mundial, Silvânia Costa, que foi campeã na Rio 2016, confirmou o favoritismo e se tornou bicampeã paralímpica do salto em distância T11, para atletas cegos. Ela queimou os dois primeiros saltos, mas cresceu na disputa e cravou 5m no quinto voo para ficar com o título, o primeiro de uma brasileira em Tóquio.

O arremesso de peso completou muito bem o dia do Brasil no atletismo nesta sexta-feira. Wallace Santos conquistou a medalha de ouro, com direito a recorde mundial da classe F55, para quem tem lesão na coluna e compete em cadeira de rodas (o F é de field, ou seja, uma disputa de campo e não de pista). Além dele, João Victor Teixeira ficou em terceiro no arremesso de peso classe F37 (atletas com paralisia cerebral, que conseguem andar) com o bronze.

Wallace Santos marcou 12,63 metros no quinto e último arremesso, quando quebrou o recorde. A prata ficou com Ruzhdi Ruzhdi (12,19 metros), da Bulgária, e o bronze foi para Lech Stoltman (12,13 metros), da Polônia. O segundo colocado era dono do recorde.

João Victor Teixeira conquistou a medalha de bronze com um arremesso de 14,45 metros. Ouro para Albert Khinchagov, do Comitê Paralímpico Russo, com 15,78 metros, e prata para o tunisiano Ahmed Ben Moslah, com 14,50 metros. Na prova, Emanoel Victor, outro brasileiro na final, ficou em sétimo, uma marca também bastante expressiva.

Natação

O Brasil foi representado por Wendell Belarmino e Matheus Rheine na prova dos 50m livre da classe s11 (deficiência visual severa) na Paralimpíada de Tóquio-2020 e saiu com nada menos que um ouro. Belarmino conseguiu superar rivais chineses e vencer a prova com o tempo de 26s04. Rheine ficou na sexta posição.

Em uma prova curta como os 50 metros livre, o mais importante largar bem e manter o ritmo forte até acabar. E foi o que Belarmino fez. O brasileiro saiu bem, um pouco atrás do chinês Dongdong Chua, que ficou com a prata, e conseguiu ultrapassá-lo. O bronze ficou com o lituano Edgaras Matakas.

Nos 200m livre S14, para pessoas com deficiência intelectual, Gabriel Bandeira voltou ao pódio com uma prata. Já Maria Carolina Santiago ficou com o bronze nos 100m costas S12, para pessoas com deficiência visual.

Vôlei, goalball e tênis de mesa

Após 2h40 de partira, o Brasil venceu no tie-break o Canadá no vôlei sentado feminino. Adria da Silva foi a maior pontuadora brasileira na partida.

No goalball masculino, o Brasil se garantiu nas quartas de final. Para isso, os brasileiros arrancaram uma virada diante da Argélia e venceram por 10 a 4. O Brasil chegou a duas vitórias (bateu também a campeã paralímpica Lituânia), mas tem uma derrota (contra os Estados Unidos).

O Brasil também garantiu duas medalhas no tênis de mesa com Catia Oliveira e Bruna Alexandre. As duas avançaram para a semifinal e como não há disputa de bronze na modalidade, confirmaram presença no pódio.

Catia Oliveira venceu a italiana Giada Rossi por 3 sets a 0 nas quartas de final da classe 1-2. Bruna Alexandre venceu a taiwanesa Lin Tzu Yu por 3 sets a 0 e fechou na liderança o Grupo B da classe 10, avançando diretamente à semifinal. Porém, Israel Stroth, vice-campeão da Rio 2016, tomou uma virada e perdeu por 3 a 1 para o chinês Liao Keli nas quartas de final da classe 7.

Leia mais sobre o desempenho do Brasil e a conquista de medalhas nas Paralimpíadas:

+ Brasil conquista quatro medalhas nas Paralimpíadas; confira o resumo do 1º dia

+ Brasil conquista mais quatro medalhas nas Paralimpíadas; confira o resumo do 2º dia

* Com Estadão Conteúdo.