Em março, durante evento promovido pela Prefeitura de Itabira em celebração ao Dia Internacional da Mulher, Nélia Cunha, e a psicóloga e coordenadora do CREAM, Tatiana Gavazza, conversaram com a reportagem DeFato/Caraça e comentaram sobre a atuação conjunta da rede de atendimento no acolhimento de pessoas em situação de vulnerabilidade e vítimas de violência.
Segundo Nélia, o espaço conta com uma equipe técnica formada por assistentes sociais e psicólogos preparados para oferecer suporte especializado, além de orientar sobre benefícios sociais e acompanhar as famílias atendidas. “Temos o Centro de Referência de Atendimento à Mulher, o CREAM, composto por uma equipe técnica de assistentes sociais e psicólogos preparados para o atendimento à mulher em situação de vulnerabilidade. Também oferecemos acesso a diversos benefícios sociais e acompanhamento familiar. Se você é uma mulher vítima de violência ou conhece alguém nessa situação, procure a assistência social para que possamos encaminhar e oferecer o apoio necessário”, afirmou.
A coordenadora do CREAM, Tatiana Gavaza, explicou que o centro é uma unidade especializada voltada ao atendimento de mulheres que enfrentam ou já enfrentaram situações de violência, oferecendo não apenas acolhimento, mas também ações preventivas e educativas. “O CREAM é uma unidade especializada no atendimento às mulheres, principalmente aquelas que enfrentam algum tipo de violência. Também realizamos ações preventivas e, em casos de maior gravidade, contamos com o acolhimento institucional para mulheres e seus filhos quando há risco de morte ou dificuldade de avaliar o risco real que a vítima enfrenta”, disse.
Tatiana também destacou que Itabira integra o consórcio Mulheres das Gerais, iniciativa que possibilita acolhimento institucional em situações de maior vulnerabilidade e risco. Para ela, eventos de conscientização são fundamentais para ampliar o acesso à informação e incentivar mulheres a procurarem ajuda. “É importante que elas saibam que não precisam enfrentar a violência sozinhas. Existem profissionais e instituições preparados para apoiar e ajudar a romper o ciclo da violência”, ressaltou.