Passagem da tocha olímpica por Itabira demandará baixo investimento do município

Intermediador do município com o Comitê Olímpico, Anderson Cerceau explicou como Itabira foi escolhida para receber o evento

Passagem da tocha olímpica por Itabira demandará baixo investimento do município

Na noite dessa quinta-feira, 27 de agosto, a Prefeitura de Itabira apresentou, no auditório da Acita, detalhes sobre o revezamento da tocha olímpica que acontecerá na cidade. Ao todo, 65 pessoas carregarão a chama olímpica por 13 km de trajeto, cada uma por 200 metros. Desse número, estima-se que 48 serão itabiranos.

Itabira será, ao lado de 83 outros municípios brasileiros, uma “Cidade Celebração”. Ou seja, cidade que receberá o revezamento da tocha e toda a celebração que envolve o evento. Além dessas cidades, outras 217 funcionarão como cidades de passagem, que receberão a tocha por alguns minutos apenas por estarem na rota que liga as cidades celebração.

Segundo apresentação feita pelo superintendente da Secretaria Municipal de Esportes, Lazer e Juventude, Anderson Cerceau,  eleito intermediador do município com o Comitê Olímpico, a cidade precisará fazer baixos investimentos para receber o revezamento assumir algumas responsabilidades. Primeiro, o município é obrigado a realizar um seguro do evento. Além disso, a cidade fica responsável por promover um show de acordo com o seu critério: pode ser grande, médio ou pequeno.

Itabira precisa também fornecer segurança para o evento, o que envolve a organização do trânsito, dar segurança para o comboio e público, colocar gradil durante toda a extensão do trajeto e até mesmo, caso julgue necessário, definir o dia do evento como ponto facultativo. O município é responsável, ainda, por fornecer uma ambulância, que fará parte do comboio, e por colocar banners e faixas padrões do evento. 

Escolha de Itabira

A escolha de Itabira como "Cidade Celebração" também foi explicada por Anderson. Segundo ele, não houve qualquer esforço político de Itabira para conquistar a presença da tocha. “Itabira foi selecionada pelo Comitê por diversos fatores”, ressaltou.

A posição geográfica da cidade é um dos pontos fortes para a decisão. Itabira está muito bem localizada dentro da rota planejada pela organização. A cidade que receberá a tocha antes de Itabira será Governador Valadares e depois será Belo Horizonte, portanto, o município está bem no meio do trajeto.

A geografia do município também foi bem avaliada. Itabira possui grandes avenidas com estrutura para receber todo o comboio do evento, além da proximidade dos pontos turísticos. Outro fator importante é a economia da cidade e sua população. Como os bairros itabiranos são próximos uns dos outros, o Comitê teve mais segurança de que, durante o trajeto, não haverá pontos sem a presença de público.

O acervo cultural e turístico da cidade também foi levado em conta. A presença constante de Carlos Drummond de Andrade “pesou”, segundo Anderson. Por fim, o fato de a cidade realizar grandes eventos como o WIN, exposições e Festival de Inverno, por exemplo, também foi bem avaliado.

Apesar do desejo dos organizadores, a escolha de Itabira dependia do aval do prefeito Damon Lázaro de Sena, que prontamente aceitou o evento. Damon relatou não saber explicar a sensação que teve ao receber a notícia, mas que já trabalha para aproveitar o legado que a tocha olímpica pode trazer à cidade.  “Eu pensei na possibilidade de mudança da cidade como um todo, nas construções que a vinda dessa tocha nos favorece. Já estamos empenhados nessas mudanças, para que a tocha possa agregar à cidade quando chegar, e quando for embora, que ela vá embora fisicamente, mas permaneça aqui enquanto história”, disse.