Período de chuvas: Vale descarta anormalidades emergenciais em barragens e diques de Itabira

Segundo a empresa, todas as estruturas localizadas no município seguem sob acompanhamento permanente, com monitoramento 24 horas por dia

Período de chuvas: Vale descarta anormalidades emergenciais em barragens e diques de Itabira
Foto: Assessoria de Comunicação – FIP/ATI – Itabira
O conteúdo continua após o anúncio


Com a intensificação do período chuvoso em Minas Gerais, época historicamente marcada por aumento do risco geotécnico em áreas de mineração e por atenção redobrada da população e dos órgãos de fiscalização, o monitoramento das estruturas de contenção de rejeitos ganha atenção redobrada. Diante desse cenário, a Vale informou que, até o presente momento, não foi registrada nenhuma anormalidade de caráter emergencial nas barragens, diques ou cordões sob sua responsabilidade na cidade. A informação foi repassada pela mineradora após questionamentos da reportagem da DeFato

Questionada sobre possíveis intercorrências recentes, a Vale afirmou que, neste atual período chuvoso, não houve qualquer ocorrência anormal em estruturas localizadas em Itabira, como elevação indevida de níveis, infiltrações, surgências, processos erosivos ou necessidade de intervenções emergenciais. Segundo a empresa, todas as estruturas localizadas no município seguem sob acompanhamento permanente, com monitoramento 24 horas por dia, adoção de protocolos preventivos específicos para o período chuvoso e atuação contínua de equipes técnicas especializadas. 

De acordo com a Vale, nenhuma das estruturas existentes em Itabira está classificada nos Níveis de Emergência 2 ou 3, patamares que exigiriam ações mais severas, como evacuação preventiva de áreas potencialmente atingidas. O Sistema Pontal, por sua vez, permanece enquadrado no Nível de Emergência 1 (NE 1), condição que indica estado de alerta preventivo, sem necessidade de retirada da população.

A mineradora destacou que, durante o período de chuvas, adota um regime especial de controle e vigilância. As barragens e diques são monitorados de forma ininterrupta, sete dias por semana, por meio de instrumentos automáticos, inspeções de campo regulares e acompanhamento técnico em tempo real. Ainda segundo a empresa, equipes especializadas atuam em regime de plantão, são realizadas manutenções preventivas e ocorrem testes periódicos nos sistemas de alerta e de comunicação com as comunidades.

Descaracterização

A empresa também informou à DeFato que segue avançando no Programa de Descaracterização de Estruturas a Montante no município, iniciativa considerada estratégica para a redução de riscos, especialmente em períodos de maior volume de chuvas. Das dez estruturas previstas em Itabira, entre barragens e diques, oito já foram descaracterizadas: Barragem Ipoema, Dique Rio de Peixe, Diques 1A e 1B da Barragem Conceição e os Diques 2, 3, 4 e 5 do Sistema Pontal.

As duas estruturas remanescentes são o Dique Minervino e o Cordão Nova Vista, ambos integrantes do Sistema Pontal. Para possibilitar a execução das obras de descaracterização, a Vale informou que foram implantadas a Estrutura de Contenção a Jusante 1 (ECJ1 – Coqueirinho) e a Estrutura de Contenção a Jusante 2 (ECJ2), além do reforço do Dique Minervino, concluído no fim do ano passado.

Segundo a mineradora, as obras da ECJ2 já foram finalizadas e a estrutura não impõe restrições operacionais nem representa risco adicional para a população do entorno, inclusive durante o período chuvoso, quando o comportamento das estruturas é acompanhado com maior rigor técnico.