Polícia Civil conclui que ossada encontrada não é dos garotos de Belford Roxo
Material foi achado na última sexta-feira (30)
As famílias dos garotos Lucas Matheus, Alexandre Silva e Fernando Henrique poderão dormir um pouco mais aliviadas nos próximos dias. Uma perícia da Polícia Civil concluiu, nesta segunda-feira (2), que a ossada encontrada na última sexta-feira (30), próxima a uma ponte, é de origem animal. Desde aquela data, havia a suspeita de que o material fosse relativo às três crianças, naturais de Belfort Roxo, no Rio, e desaparecidas desde dezembro do ano passado.
De acordo com o portal G1, que teve acesso ao laudo pericial, os ossos são de “vértebras caudais de animais e não de falanges humanas”. O material, que estava em um saco preto, foi analisado após um homem denunciar que o próprio irmão, cujo apelido é “Piranha”, teria matado os três garotos e ocultado os corpos, jogando-os de uma ponte de Belford Roxo.
De acordo com o denunciante, o crime contra as crianças teria sido motivado por conta do roubo de uma gaiola de passarinho. Essa hipótese já foi investigada pela polícia.

Entenda o caso
Lucas Matheus, Alexandre Silva e Fernando Henrique sumiram no dia 27 de dezembro depois que saíram para brincar. Nesse período, os agentes já trabalharam com várias linhas de investigação, entre elas a de que as crianças tenham sido vítimas de traficantes da região.
Outra hipótese é a de que os garotos de Belford Roxo tenham sido mortos após um deles ter roubado uma gaiola de passarinho de um parente de um dos traficantes do Castelar, onde moram. Várias operações e buscas já foram realizadas. Informações falsas e trotes que chegam pelo Disque Denúncia também atrapalham o trabalho dos investigadores.
Os meninos foram vistos pela última vez em uma feira no bairro da Areia Branca. Como as crianças não voltaram para almoçar, as famílias começaram as buscas por conta própria. Eles percorreram locais como hospitais, IML e delegacias. Também postaram fotos das crianças nas redes sociais.
Sem pistas, as mães dos meninos foram à Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense para pedir ajuda. A polícia iniciou as investigações e a busca por imagens de câmeras de segurança, mas não achou nada. As primeiras testemunhas só foram ouvidas uma semana depois.
No dia 20 de julho, a PM prendeu um homem que teria envolvimento no caso. Conhecido como “Rabicó”, porém ele não consta nas investigações da Polícia Civil sobre o caso. Além disso, dez suspeitos viraram réus por torturar um homem acusado injustamente pelo sumiço dos meninos.
Segundo a polícia, o homem é inocente e foi espancado e surrado a mando de traficantes de uma organização criminosa. Entre os denunciados, está o tio de Lucas e Alexandre, que teria atraído o homem até o local onde ele foi agredido pelo grupo. No grupo está também Wiler Castro da Silva, vulgo “Estala”, gerente do tráfico de drogas do Castelar.
Apesar da Polícia Civil ter criado uma força-tarefa para as investigações, até agora, ninguém sabe o que de fato aconteceu com os garotos de Belford Roxo.




