Polícia Civil identifica torcedores acusados de ato racista contra segurança após clássico no Mineirão
Segundo a PC, homens responderão por crime de injúria racial, com pena de até três anos de prisão

Em nota divulgada nesta segunda-feira (11), a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que já identificou os torcedores acusados de praticar atos racistas contra um segurança após o clássico entre Cruzeiro e Atlético, no Mineirão. De acordo com a corporação, os homens responderão por crime de injúria racial, que prevê pena de 1 a 3 anos de prisão, além de multa.
Imagens que passaram a circular logo após o clássico nesse domingo mostram diversos torcedores do Atlético enfurecidos contra os seguranças particulares do Mineirão. Em determinado momento do vídeo, um deles cospe na vítima e diz, com menosprezo: “Olha sua cor”.
A PC, no entanto, identificou a prática do crime por parte de mais de um torcedor. Não foi divulgado a quantidade de pessoas que serão indiciadas, muito menos os nomes dos envolvidos. Um inquérito foi aberto e, tão logo seja concluído, será encaminhado à Justiça de Belo Horizonte.
A Polícia Civil de Minas Gerais informa que já tomou conhecimento dos fatos ocorridos no Estádio Mineirão, ontem. Os autores já foram qualificados e responderão pelo crime de injúria racial, que prevê a pena de 1 a 3 anos de reclusão e multa.
— Polícia Civil de MG (@pcmgoficial) November 11, 2019
Nesta segunda-feira, o segurança Fábio Coutinho prestou depoimento na Polícia Civil e detalhou as ofensas e agressões que sofreu logo após o jogo. Testemunhas também foram ouvidas.
O crime de injúria racial está previsto no parágrafo 3º do artigo 140 do Código Penal. Trata-se de uma forma de injúria qualificada, na qual a pena é maior, e não se confunde com o crime de racismo, previsto na Lei 7716/2012. Segundo o CPC, para sua caracterização é necessário que haja ofensa à dignidade de alguém, com base em elementos referentes à sua raça, cor, etnia, religião, idade ou deficiência.
Veja vídeo do momento da confusão: