Polícia Civil investiga venda de formulários fakes para vacinação contra Covid

Pessoas que não possuem comorbidades estariam adquirindo os formulários

Polícia Civil investiga venda de formulários fakes para vacinação contra Covid
Foto: Polícia Civil de Minas Gerais/Divulgação

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) cumpriu, na manhã desta sexta-feira (9), mandado de busca e apreensão no âmbito de investigações de infração de medida sanitária preventiva, falsidade ideológica e corrupção passiva em Formiga, região Centro-Oeste do estado.

A ação foi deflagrada em um consultório médico, localizado no centro da cidade, onde supostamente estariam sendo comercializados formulários a pessoas que não possuem comorbidades, com a finalidade de que elas sejam imunizadas contra o coronavírus. No local, foram apreendidos documentos referentes aos atendimentos médicos e um celular, que serão analisados no curso das investigações.

Após denúncia anônima recebida pela PCMG, levantamentos foram realizados em frente a uma clínica de propriedade de um médico clínico geral de 68 anos. Na ocasião, foi constatada movimentação atípica em frente ao consultório médico, onde várias pessoas entravam e saiam rapidamente, em tempo insuficiente para realização de uma consulta.

“A equipe policial entrevistou pessoas que saíram do consultório portando documento assinado pelo clínico geral e algumas delas admitiram ter pago R$50 e recebido o formulário assinado pelo médico, sem ter passado por nenhuma consulta. Uma delas, inclusive, revelou ter entregue a secretária apenas um resultado de exame do ano de 2018, onde constava que ela possuía distúrbio respiratório leve, contudo, lhe foi fornecido o formulário com pneumopatias crônicas graves”, revela o delegado responsável Danilo Basílio.

De acordo com o delegado regional em Formiga, Tiago Ludwig, caso os fatos sejam confirmados, o médico poderá responder por improbidade administrativa, além dos crimes previstos nos artigos 301 (falsificar atestado, em razão de função pública), 302 (falsidade de atestado médico) e 304 (uso de documento falso) e infrações sanitárias.

As investigações continuam a fim de confirmar se os pacientes possuem a comorbidade alegada ou se houve facilitação para fornecimento do formulário mediante pagamento.

*Com informações da Polícia Civil de Minas Gerais