Polícia estoura banca de jogo de bicho na Casa de Cultura de Conceição do Mato Dentro
Advogado Reinaldo Guimarães
No dia 8 de abril deste ano, foi apresentado pela Prefeitura de Conceição do Mato Dentro à Câmara de Vereadores, projeto de Lei Ordinária que autoriza a criação de um decreto para extinção da Fundação Casa de Cultura de Conceição do Mato Dentro. A lei foi aprovada por quatro votos a dois no Legislativo. A partir da publicação do decreto, ocorrida no dia 29 de abril, no Diário Oficial de Minas Gerais, a Fundação extinguiu-se, retornando os seus bens à municipalidade conceicionense. A Fundação Casa de Cultura era presidida há algum tempo por Leonor de Oliveira, mãe do deputado federal José Fernando Aparecido de Oliveira. A entidade não estava, no momento do flagrante, sob a sua responsabilidade.
No dia 5 de maio, o prefeito Breno Costa, no uso de suas atribuições legais, reintegrou ao patrimônio público o prédio-sede da Casa de Cultura. O imóvel teve que ser aberto por um marceneiro, que retirou o tambor da fechadura, já que a secretária-executiva, Magda Pires, recusou-se a entregar suas as chaves.
Na manhã do dia 6 de maio, ao proceder a reintegração do outro imóvel, o Éden Clube, o procurador-geral do Município, advogado Flávio Tomé, averiguou que nele funcionava uma casa de jogo do bicho. O térreo do imóvel é dividido em dois cômodos e encontrava-se alugado para o INSS e para o cidadão Fernando Lima, sendo que este utilizava o espaço público de maneira contravencional. Fernando foi encaminhado à delegacia de Polícia Civil para lavratura de flagrante.
Prosseguindo com a ação de reintegração de posse, ao dar início à abertura do portão principal do Éden Clube, que leva ao grande e subutilizado salão de bailes da cidade, o ex-candidato da oposição, Reinaldo Guimarães (PMDB), tentou impedir a posse do local pela Prefeitura. Posicionou-se à frente da fechadura e ordenou que o marceneiro se afastasse, garantindo que ali ninguém entrava. A Polícia Militar, acionada com antecedência pelo Executivo, após consulta à promotoria de Justiça, solicitou ao advogado Reinaldo Guimarães que se retirasse do local. A partir daí deu sequência à ação, tendo sido o imóvel reintegrado ao patrimônio público municipal.