Pontos de ônibus devem ser modificados para beneficiar cadeirantes
Pela matéria, as pessoas com deficiência poderão embarcar e descer de ônibus sem a necessidade de um ponto
Aprovada em segundo turno no último dia 6 de maio, a Lei que beneficia portadores de necessidades especiais na cidade esbarra na falta de acessibilidade nos pontos de ônibus. Antes de o projeto tramitar na Câmara de Vereadores, uma comissão formada pela Aoadi, Cisne, Interassociação e Transita, liderada pelo autor da matéria, Tãozinho Leite (PP), percorreu alguns pontos da cidade para levantar os problemas e propor soluções para a Lei.
Nos primeiros itinerários percorridos, constatou-se que diversos Pontos de Embarque e Desembarque (Peds) situados na área central deverão sofrer modificações. O ponto na avenida João Soares da Silva, abaixo do Hospital Nossa Senhora das Dores, terá que ser deslocado para, pelo menos 20 metros na mesma avenida.
Entre as adequações, os pontos na avenida Carlos Drummond de Andrade, próximos da Delegacia de Trânsito e ao terminal de ônibus, basta apenas criar rampas conforme normas da ABNT. No caso dos pontos da avenida João Pinheiro, por não haver acesso a cadeirantes, será permitido o embarque e desembarque de passageiros à frente e no lado oposto ao Mercado Municipal.
Pela matéria, as pessoas com deficiência poderão embarcar e descer de ônibus sem a necessidade de um ponto. O diretor de comunicação da Aoadi, Wander Lúcio Faustino, explicou que os pontos devem estar de acordo com os preceitos da correta condução do veículo, dento do Código Nacional de Trânsito. “O veículo só vai poder parar se, na avaliação correta do motorista, ele perceber que tem condições seguras para os cadeirantes e não vai tumultuar o trânsito”.
Bom senso
Ele ressalta que em determinados locais os motoristas terão que ter atenção e usar o bom senso, pois alguns usuários podem pedir para parar em local que não seja seguro. “A gente até não gostaria que houvesse essa lei, porque há um decreto federal que determina que todo o sistema de transporte tem que estar acessível até 2014”. A adaptação dos pontos de ônibus são de responsabilidade da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano e não da empresa concessionária do transporte público, no caso, a Cisne.