Por falta de autorização, ato evangélico é cancelado em Itabira
Evento seria realizado nesta segunda-feira (7), mas acabou sendo cancelado


O ato evangélico marcado para a tarde desta segunda-feira (7), no centro de Itabira, não recebeu a autorização necessária para ser realizado devido ao risco de aglomeração. O evento, que seria realizado na avenida João Pinheiro às 15h, reuniria membros de todas as igrejas evangélicas da cidade para uma oração que duraria cerca de uma hora. A ação vinha sendo organizada pelo Conselho de Pastores de Itabira (Conpai).
Impedidas de participar da ação, cerca de 20 pessoas se reuniram para um culto no centro da cidade. Em um vídeo divulgado no whatsapp, o presidente do Conpai, Ricardo Eduardo Duarte, incentivou os fiéis itabiranos a orarem dentro de suas respectivas casas durante o mesmo horário do ato.
Segundo membros do ato, a intenção seria rezar por Itabira, pelo Brasil e pelas autoridades do país. Um dos fiéis que marcariam presença no encontro, Elizabeth Marcelino defendeu a realização do evento, alegando que o risco de aglomeração seria mínimo.
“Terminada a oração, todo mundo iria embora para sua casa, ninguém iria reunir em lugar nenhum. Nossa intenção era apenas orar pela cidade, para Deus abençoar. Como é um feriado de 7 de setembro, seria normal nós estarmos clamando a Deus. E aqui nós apenas iríamos honrar o nome do senhor na nossa cidade”, reclama.

Pertencente à igreja pentecostal “Deus é Amor”, Elizabeth ainda diz que a avenida teria espaço suficiente para que os fiéis se reunissem praticando o distanciamento social recomendado. A evangélica também argumenta que durante a semana o local recebe um número de pessoas maior do que o evento receberia nesta tarde.
“Olha o tamanho dessa avenida, pegaria de um lado e do outro, então quantas pessoas não poderiam estar aqui com um distanciamento de dois metros? E em dia de semana quantas pessoas não tem nessa avenida? Inclusive com aglomeração no ponto de ônibus. Talvez nos dias de semana fique mais cheio do que ficaria hoje”, afirma Elizabeth.