Por ora, Damon descarta novas fusões de secretarias
Chefe do Executivo contou que vários assuntos estão sendo discutidos na administração
Depois de ser divulgado que a Secretaria Municipal de Governo e de Ordem Pública estão sendo unificadas a partir desta terça-feira, 23 de junho, o prefeito de Itabira Damon de sena, informou, em entrevista à DeFato Online, que essa foi a última e mais uma fusão de pastas está praticamente descartada.
Com a mudança, o secretário de Governo, Érmiton Machado Gomes, assume também a Ordem Pública no lugar do coronel Júlio Maria Abílio. Com a unificação, Júlio passa a ser secretário-adjunto da mesma pasta. Já o secretário-adjunto de Ordem Pública, José Afonso Mendes, vira superintendente de Segurança Municipal.
Segundo Damon, a proposta é trazer mais economia aos cofres públicos com a aglutinação das pastas, devido à crise econômica. “Processo esse que daremos solução depois de passar pela modernização da gestão e regularização da sustentabilidade das receitas do município. A gente não pode se preocupar só com os royalties do minério, só com a CFEM (Compensação Financeira pela Exploração dos Recursos Minerais), como os gestores anteriores fizeram e deixaram os impostos todos sem serem geridos adequadamente”, cutucou.
O chefe do Executivo contou que vários assuntos estão sendo discutidos na administração. Ele comentou que os cortes são amplos, drásticos e que “sofre para fazer, mas tem que fazer para viabilizar os processos”. Ele argumentou que essa foi uma estratégia do governo para possibilitar a conclusão de todas as obras iniciais no governo e para beneficiar o servidor público. “No momento não está sendo discutido (novas uniões de pastas). A última fusão será essa, provavelmente”.
Exonerações
Nessa mesma manhã, foram divulgados decretos com as primeiras 82 exonerações de servidores em cargos comissionados da Prefeitura. Damon comentou que as saídas também fazem parte do corte.
Segundo o prefeito, estão sendo cortados cargos amplos e alguns restritos, mas, de acordo com ele, com o diferencial de que o maior número de cargos comissionados hoje é ocupado por servidores de carreira, em torno de 237. “Isso é com o intuito de valorizar o servidor, de agregar benefícios e até de agregar economia para a administração pública. E um total de 106 cargos são ocupados ainda por pessoas que não são funcionários de carreira”, declarou.
Sobre mudanças no primeiro escalão, Damon informou apenas que chegou a discutir a retirada de alguns secretários, mas optou por não fazer mudanças.