Poupança deve voltar a ganhar de fundos ainda no primeiro semestre

Se o Banco Central mantiver o ritmo de corte de juros em um ponto percentual nas próximas reuniões, dentro de apenas três meses a poupança voltará a ser melhor opção de investimento que alguns fundos DI. Pelos cálculos da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), com a taxa básica de juros […]

Se o Banco Central mantiver o ritmo de corte de juros em um ponto percentual nas próximas reuniões, dentro de apenas três meses a poupança voltará a ser melhor opção de investimento que alguns fundos DI. Pelos cálculos da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), com a taxa básica de juros (Selic) abaixo de 11,25% ao ano, a rentabilidade dos fundos DI ficará tão prejudicada que perderá até para a caderneta.

Economistas ouvidos pelo Banco Central esperam que a Selic caia dos atuais 12,75% para 11,25% ao ano até o final de 2009. Nesta quinta-feira, um dia após a decisão do Copom, muitos bancos divulgaram estimativas de Selic entre 10,25% e 11,25% ao ano. Um estudo do banco Barclays, no entanto, não descarta a possibilidade de o Brasil registrar juros de apenas um dígito ainda neste ano, atingindo o menor patamar desde o início do sistema de metas, criado em 1996.

Com a Selic chegando a 11,25% ao ano é hora dos investidores reavaliarem o peso da taxa de administração em seus investimentos. É ela que vai definir se vale ou não a pena manter o dinheiro aplicado no fundo ou se é melhor migrar para a poupança. Embora ofereça um retorno de apenas 6% ao ano mais a Taxa Referencial (TR) – o equivalente hoje a 0,67% ao mês -, a caderneta não cobra taxa de administração, nem recolhe imposto de renda. Por isso, no fim das contas, o investidor pode acabar sendo melhor remunerado pela poupança que pelos fundos DI. (Leia mais).